sexta-feira, 15 de agosto de 2014

O LUTO NA POLÍTICA








MOMENTOBRASIL.COM(Comentário):

A queda de uma aeronave de última geração nas condições em que ocorreu em Santos, realmente surpreende a todos






'Potência máxima' de avião no momento da queda é uma das hipóteses para causa do acidente

De acordo com a análise feita por peritos que atuam na investigação das causas do acidente, as características dos destroços do jato Citation, que levava Eduardo Campos e outras seis pessoas, indicam que, ao cair, a aeronave estava em "potência máxima".
Segundo reportagem da Folha de S.Paulo, as características que reforçam a alta velocidade são: a cratera de quatro metros de profundidade aberta no local da queda; a fragmentação dos destroços, concentrados em um raio pequeno; e o tipo de avaria nas duas turbinas, com pás retorcidas e cheias de terra.
A Aeronáutica e a Polícia Civil avaliam a hipótese de "desorientação espacial" dos pilotos, o que significa que, em meio às nuvens e ao mau tempo, perderam a noção de onde estavam, com isso, o avião acabou ficando mais baixo do que deveria.
Essa suposição, ainda segundo o jornal, trabalha com três fatores como base: o tempo fechado na região, o estresse do comandante Marcos Martins (que afirmou estar "cansadaço" em rede social) e as dificuldades da pista da Base Aérea de Santos, no Guarujá (SP), que tem 1.390 metros e fica numa espécie de vale, sendo considerada difícil, mesmo para pilotos experientes.
O avião tentou fazer o pouso na base, mas arremeteu por causa da condição do tempo e logo em seguida caiu. Uma aeronave arremete quando está mais rápido, mais alto ou mais baixo, por exemplo, do que deveria.
O piloto Matheus Giovannini, 21, afirmou à Folha ter presenciado o acidente e que o avião estava em um ângulo entre 60 e 70 graus e entrou "como uma flecha" no chão, logo depois de arremeter, como se tivesse perdido sustentação. Ele também prestou depoimento aos investigadores do acidente.
A Aeronáutica reforça que ainda é cedo para conclusões e que a desorientação não é a única possibilidade para o acidente ter ocorrido.
Está em apuração, por exemplo, se houve pane no jato, um Cessna Citation 560 XL fabricado em 2010 e a análise do motor será essencial para reconstituir o acidente. Isso porque o Citation acidentado não tinha gravador de dados de voo, que, em uma investigação como essa, permite saber o comportamento do avião e dos seus equipamentos nos momentos antes da queda.
O avião apresentava somente o gravador de dados de voz, que registra as conversas entre pilotos, já recuperado pela Aeronáutica.
(Com informações da Folha de S.Paulo)

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