sexta-feira, 17 de janeiro de 2014

A 'MINA DE OURO' PRÉ-SAL





MOMENTOBRASIL.COM(Comentário):

 
E um dos maiores prêmios na história do petróleo vai para ... o Brasil! ... E chama-se Pré-Sal.
 
          Para se ter uma ideia do gigantismo do pré-sal, vamos comparar (com o devido cuidado que as comparações geológicas exigem) essa província petrolífera, totalmente brasileira, com o Golfo do México (GOM) - um dos vértices do triângulo de ouro da exploração marítima mundial atual junto com o pré-sal da costa ocidental africana e da costa brasileira. O Mar do Norte não mais pertence a esse seleto grupo. Segundo as descobertas feitas nos últimos 3 anos, o pré-sal africano (principalmente Angola e Gabão até agora) constitui-se tão prolífico quanto o brasileiro.
 A área total licitada para exploração de hidrocarbonetos no GOM soma 31 milhões de acres ou 125 mil km². O setor oriental do GOM (majoritariamente a área costeira do estado da Flórida) ainda não foi liberado para exploração pelo governo central dos EUA, instância que regulamenta a atividade nas chamadas áreas federais, e abrange cerca de 1/3 da área total do GOM. Estima-se ter o pré-sal uns 149 mil km² de área mas pode ser maior ainda considerando o incremento da ZEE-Zona Economica Exclusiva (ver importante matéria sobre limites territoriais marítimos copiada abaixo desta). Devemos lembrar que a fronteira oriental do pré-sal foi delimitada pela legislação das 200 milhas (que corresponde a uns 3200 m de lâmina d'água na área do pré-sal) e que é questão de pouco tempo o avanço tecnológico permitir explorar petróleo a essa profundidade; a Petrobrás, conforme seu renomado histórico na atividade, deverá situar-se entre os líderes mundiais nesse processo de inovação. A lâmina d'água dos atuais poços produtores no pré-sal é inferior a 3000 m.
 A produção de óleo no GOM começou em 1937 com a instalação da primeira plataforma fixa em águas rasas na região. A produção no pré-sal começou em 2008 e só é possível de ser realizada por navios e plataformas flutuantes. Cerca de 60 mil (sessenta mil!) poços já foram perfurados até hoje no GOM contra apenas 145 no pré-sal. A produção em águas ultraprofundas no GOM começou em 2004 pela Shell; mais de 700 poços foram perfurados desde então em profundidades de lâmina d'água equivalentes à do pré-sal. A Petrobrás opera 2 campos (Chinook e Cascade) por ela descobertos no GOM introduzindo uma inovação tecnológica na área que é a utilização de unidades marítimas flutuantes de produção denominadas FPSO (Floating, Production, Storage and Offloading). Cabe registrar que a complexidade geológica para a construção de poços no pré-sal é mais prolixa que no GOM. A produção atual no GOM é de 1,5 milhões de barris por dia enquanto no pré-sal atinge 390 mil. Em 5 anos o pré-sal vai produzir mais que o GOM.
Outro aspecto muito impressionante é o índice de sucesso exploratório da Petrobrás no pré-sal em 2013: 100%, isto é: em todo poço perfurado foram detectados indícios de hidrocarbonetos. Isso é extraordinário e contribuiu para elevar o índice geral de sucesso da companhia na província para cerca de 80%. A média mundial é de 25%. No setor marítimo, inclusive no GOM, é de 30%. A continuar nesse ritmo de sucesso exploratório por alguns anos e a incorporação de 40% de novas reservas anualmente, os recursos disponíveis provados no pré-sal podem dobrar a cada 2 anos! São 4 bilhões de barris em 2013, 8 bi em 2015, 16 bi em 2017 ...
O termo em inglês 'sweet spot' é utilizado na indústria petroleira para designar uma região privilegiada para exploração de hidrocarbonetos, isto é, as companhias buscam primeiramente as áreas mais vantajosas em termos de retorno rápido do capital investido. Como o pré-sal ainda é um imenso desconhecido, não se pode definir com precisão quais e quantos são os 'sweet spots' (as áreas mais nobres de explotação) portanto, podemos esperar que novas descobertas que certamente ocorrerão em uma, duas ou mais décadas, sejam tão alvissareiras quanto as já realizadas. Daí, ouso afirmar que o potencial do pré-sal deve ser muito superior às mais otimistas previsões feitas até o momento (40 bilhões de barris). Não seria uma leviandade falarmos de 100, 120 ou até 150 bilhões de barris - 15 trilhões de dólares!!!
Nota: um pesquisador estadunidense analisou dados históricos de reservas provadas de gas e óleo avaliadas por grandes empresas e concluiu que, pelos atuais mecanismos e ferramentas de avaliação utilizados pelas companhias certificadoras, as estimativas são geralmente subdimensionadas (para validar a regra a OGX de Eike Batista é uma exceção) e que as reservas reais atualizadas comprovaram ser de 1,5 a 5 vezes maiores que o cálculo inicial, ou seja, todas as estimativas preliminares demonstraram ser extremamente conservadoras.  
Podemos afirmar que o conhecimento sobre as especifidades do complexo geológico conhecido como pré-sal e sua potencialidade está apenas em sua fase preliminar, em sua infância. Até agora a Petrobrás conseguiu só arranhar a superfície desse verdadeiro monstro de recursos energéticos em combustível fóssil. Muitos ainda tentam inutilmente reduzir essa cornucópia a um evento secundário de somenos importância; os mais desinformados e mal-intencionados, supostos especialistas, duvidam até do que já foi produzido no pré-sal atribuindo à essa brilhante e real perspectiva economica para o país a pecha de uma inconsequente aventura. Efetivamente, não devem pairar dúvidas de que o pré-sal pode ser um fator indutor de profundas transformações sociais e economicas no Brasil pela geração de riqueza que irá produzir. 
A descoberta da viabilidade economica da exploração do pré-sal brasileiro e africano (somada à revolução energética interna dos EUA com a abundância de gas e óleo de folhelhos) tem-se constituido um verdadeiro pesadelo para os adoradores do pico do petróleo, religiosos fanáticos que difundem a teoria catastrofista do Pico do Petróleo de 1956 que prega que a Humanidade já experimenta o declínio da produção de combustíveis fósseis desde 2005.
 
          A Era do Petróleo vai perdurar por muitos e muitos anos.

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