quarta-feira, 29 de agosto de 2012

FARSA ou VERDADE: EIS A QUESTÃO.



Pagot envolve Demóstenes, Cavendish e Delta.
MOMENTOBRASILCOM(Comentário):
 O ex-diretor geral do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), Luiz Antônio Pagot, envolveu o dono da Delta Construções, Fernando Cavendish, em negociatas comandadas por Demóstenes Torres, senador cassado por colocar o mandato a serviço do bicheiro. Em resposta ao relator da comissão, deputado Odair Cunha (PT-MG), o ex-diretor do Dnit disse ter participado de dois jantares na casa de Demóstenes,  e o segundo, contou com a presença dos diretores da Delta, entre eles o dono da empreiteira, Fernando Cavendish. Além de Demóstenes, vários diretores da Delta estavam no jantar: Cavendish, Cláudio Abreu e Xavier (representante da empresa em Brasília).  Afirmou também que Demóstenes quis saber se o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), nas etapas 1 e 2, teria dinheiro suficiente para as obras. Depois, o então senador pelo DEM teria feito um pedido mais reservado a Pagot.
' Quando acabou o jantar, Demóstenes me convidou para uma sala reservada e disse:  "Eu tenho dívidas com a Delta, que apoiou a minha campanha, e preciso de alguma obra com o meu carimbo". Respondi que não podia atendê-lo, que não poderia ir ao mercado e dizer: 'Reserve uma obra à Delta.'
E foi mais alem: Demóstenes tinha interesse em duas obras rodoviárias em Mato Grosso, as BRs 242 e 080. A conversa terminou e, após sobremesa e cafezinho, Pagot deixou a casa de Demóstenes, segundo ele. Antes de Pagot começar a responder a pergunta dos parlamentares, o presidente Vital do Rêgo informou que a comissão recebeu 280 mídias magnéticas referentes às investigações sobre a quadrilha de Cachoeira. O presidente da CPI informou que vai tentar encaminhar o material a todos os parlamentares até a próxima quinta-feira.  Somente os senadores Randolfe Rodrigues, Pedro Taques e Onyx Lorenzoni defenderam a quebra de sigilo de empresas ligadas ao empresário paulista Adir Assad, que  tambem  prestará depoimento na CPI. Ele é proprietário das empresas JSM Terraplanagem e SP Terraplanagem, dentre outras, que teriam recebido aproximadamente R$ 48 milhões da Delta Construções para pagar propinas e financiar campanhas, segundo a Polícia Federal.
Escutas telefônicas da própria PF revelaram articulações do contraventor Carlinhos Cachoeira contra Pagot, por ter contrariado interesses da construtora Delta. E uma dessas gravações da PF, Cachoeira disse ao então representante da Delta no Centro-Oeste, Claudio Abreu, que "plantou" as informações contra Pagot na imprensa. "Enfiei tudo no r... do Pagot", diz Cachoeira na gravação.
O depoente, ao afirmar que foi tremendamente injustiçado, planta uma dúvida na opinião pública: "VINGANÇA ou VERDADE?"

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