sábado, 25 de fevereiro de 2012

PASSIVIDADE DINÂMICA

A criatura não é considerada sábia somente pelo que diz ou faz, mas pelo que é. Nem sempre a maneira pela qual as pessoas se apresentam condiz com seu aspecto interior. O ato externo não tem valor por si mesmo, mas sim a qualidade e a intenção interna de quem o realizou.Um indivíduo é considerado benfeitor da humanidade quando está conscientemente integrado à Divindade. Quem se une ao Pai acaba realizando as coisas através dele.O legítimo tarefeiro da luz possui em si mesmo, de forma consciente, o funcionamento da Harmonia Universal e sabe confiar na ação do Poder Superior, o qual realiza suas obras.Ele reconhece que a intuição nada tem a ver com os métodos analíticos dos indivíduos que supervalorizam o mundo intelectual, e sim com uma forma de deixar escoar a Sabedoria Divina contida em seu íntimo. Torna-se um canal sapiencial.O sábio atua na luz de uma dimensão totalmente desconhecida pelo insipiente, compreendendo que não adiante buscar e fazer as coisas de maneira desesperada e abundante. Age de modo tranquilo, sem desgastes inúteis de energia, e se lança pacificamente nesse fluxo de luz imperceptível aos olhos materiais.Todo sábio percebe o momento de agir e de não agir ou não intervir, pois reconhece que pode ser desastroso se opor aos processos e mecanismos das leis invisíveis da Vida Excelsa, seja tentando modificá-los pretensiosamente, seja desobedecendo à sua ritmicidade.Na existência, só atingiremos plenamente o sucesso e o triunfo nas realizações existenciais quando soubermos intervir no momento certo, agindo de forma espontânea e intuitiva.A ação harmoniosa consiste em observar atentamente as correntes internas e em utilizar a ação ou a inação. Em vez de percorrer o caminho dominador e impositivo do ego, devemos utilizar a alma, que é a ação da onipresença divina em tudo e em todas as coisas que existem no Universo.Aquele que tem o hábito da reflexão e se coloca num profundo silêncio interior, sabe encontrar o fluxo divino, quer dizer, o momento de agir e o de não agir. Tem habilidade suficiente para reconhecer a hora certa de se lançar ou não nas ocorrências diárias.A passividade dinâmica é uma forma de restabelecer a harmonia com o poder oculto que organiza e movimenta todo o reino interno e externo, uma maneira de transcender os padrões sociais e intelectuais preestabelecidos pelo egoísmo pretencioso, que constantemente viola a ordem natural que rege o microcosmo e o macrocosmo.Não devemos nos opor propositadamente às energias à nossa volta, mas fluir com elas, pois é na suavidade e flexibilidade, na passividade dinâmica, que venceremos a dureza da existência humana. Francisco do Espírito Santo Neto – (Espírito Hammed ).

Um comentário:

Dilmar Gomes disse...

Roy, venho aqui para aprender com os sábios textos que tu postas.
Um abraço. Tenhas um ótimo fim de semana.