sábado, 5 de novembro de 2011

EXAMINANDO O SOFRIMENTO

Zenão de Cítio, o filósofo grego do século IV antes de Cristo, contemplando o panorama da dor que se apresentava afligente em todo lugar elaborou o estoicismo, através do qual o desdém às coisas materiais e o culto das virtudes seriam os meios únicos de promover o equilibrio no homem, desse modo valorizado para vencer a dor, enfrentando-a com nobreza e fé.
Sócraters, o célebre pai da Escola maiênica e considerado o maior filósofo da humanidade, encarcerado pela intolerância do ignóbil julgamento das Heliastas preceituava, mesmo da prisão o culto da moral e da virtude para vencer o sofrimento, suportando com estoicismo a injusta posição.
Francisco de Assis, o pobrezinho, desdenhando todas as coisa da Terra, experimentou a zombaria e sofreu aflições se nome, mantendo a força do amor no exercício das virtudes cristãs, como chave do enigma angustiante do sofrimento. E bendizia a dor!
Joana d' Arc encarcerada por circunstância óbvias procurou escutar as suas Vozes e, animada pelos Amigos espirituais que a norteavam, suportou o cárcere, a humilhação e o opróbrio, queimada, após infamante e arbitrário julgamento, chamado por Jesus e superando a própria dor...
SOFRIMENTO è alta concessão divina.
DOR
è moeda de resgate.
AFLIÇÃO é exercício para a fixação do bem.
Sem eles ignoraríamos a paz, desconsideraríamos a alegria, maldiríamos a saúde.
Aquele que sofre está sendo aquinhoado com exercícios - lições de fixação do bem nas telas mentais.
No leito da dor, na cadeira de rodas, nas amarras ortopédicas, sob os acúleos morais, nos tormentos familiares, nos cipós limitativos das aspirações; no corpo, na mente, na alma, na família, em sociedade, no trabalho, onde esteja a arder e queimar brasas do sofrimento, agradece a Deus a oportunidade sazonada de reaprender e reparar.
RECEBE-O, pois com amor e não desvaireis.
(Joanna de Ângelis/ Dimensões da Verdade).

Um comentário:

Maria José Rezende disse...

Grande lição, amor. É preciso que entendamos a dor, o sofrimento, a aflição como educativos e não, punitivos. Que saibamos esperar o momento certo. Beijos.