sábado, 28 de maio de 2011

O PERDÃO DE IRMÃ DULCE

Quando Pedro perguntou a Jesus quantas vezes o irmão poderia pecar para que ele o perdoasse, seria até sete vezes. o Mestre rspondeu:"Não te digo que até sete vezes, mas que até setenta vezes sete"(Mateus, 18, 21-22), ou seja, perdoar sem limites. No Espiritismo, aprendemos que o perdão consiste no esquecimento das ofensas porque o ódio e o rancor revelam uma alma sem elevação e sem princípios espirituais. Tive um belo exemplo do verdadeiro perdão quando me encontrei com Irmã Dulce, no centro de Reabilitação Profissional do antigo INPS, no bairro de Brotas, há cerca de 23 anos. Eu trabalhava na Assessoria de Imprensa daquela autarquia e participei da solenidade de recepção a um ministro da Previdencia Social, que visitou o centro. Na ocasião, corria um boato de que o pagamento do Auxílio Natalidade estava sendo efetuado aos beneficiários da Previdência com um desconto que seria derstinado às obras assistênciais de Irmã Dulce. Em razão disso, muitos comerciantes deixaram de prestar auxílio àquela santa criatura, julgando que ela ja recebia bastante do INPS. Descobrí que a falsa notícia partira de um vereador, porem jamais conseguí identificar seu nome. Um colega de rabalho me pediu para que eu conseguisse um encontro imediato da freira com o ministro, porque ela queria solicitar ajuda para suas obrtas, mas, devido ao seu precário estado de saúde, não poderia permanecer muito tempo naquele local repleto de pessoas. Por isso, combinamos que eu faria o ministro penetrar na sala onde ela repousava, tão logo chegasse, o que, felizmente, conseguí. Enquanto aguardavamos, aproveitei o momento e comecei a indagar sobre a situação dificil em que ela se encontrava. Aquela criaturinha incrivelmente débil fisicamente, mnas de espírito fortíssimo, me olhava com ternura, e me confirmou estar sofrendo prejuízos. Expliquei-lhe que sendo jornalista, eu desejava inverter a situação, revelando, pela imprensa, o nome do responsável pelo boatao, esclartecendo a verdade ao público. Não houve argumentos para que eu conseguisse obter a informação, pois ela se negava a dar-me o nome do culpado assim como o motivo que o levou a inventar aquela mentira. Disse-me que entregava tudo a Deus e assim prosseguiu, apesar de minha insistência Foi uma grande oportunidade de conhecer aquela frágil mulher em sua grandiosidade, pois ele preferiu continuar sofrendo prejuízos, alegando que iria prejudicar seu algoz, caso me revelasse seu nome. Era o maior exemplo de perdão que eu presenciara, próprio de almas elevadas. Hoje, percebo a grandiosidade de seu gesto. Eu estava ansioso por auxiliá-la, pensando apenas em denunciar quem lhe prejudicara, sem me preocupar com o que aconteceria com o autor do boato, enquanto ela aplicava o belo ensinamento contido em O Evangelho segundo o Espiritismo de que é mais glorioso para o homem ser ferido que ferir; que é mais digno perante Deus suportar injustiça que cometê-la, utilizando a grande máxima de Jesus, quando nos ensinou que "se alguem te ferir na tua face direita, oferece-lhe, tambem a outra". Quanta grandeza naquela cdriatura! Não é por acaso que a Igreja Católica buscou canonizá-la. Que Deus a tenha em paz! (Gilberto Santos, trabalhador do C. Espírita Lar João Batista/SSA).

3 comentários:

Bloguinho da Zizi disse...

Roy
Agradeço de coração este momento.
O exemplo deste Ser amado é para calar minha mente e acalmar meu coração.
Gratidão

Malu disse...

Eu sempre fico sem palavras diante da grandeza de alma e sabedoria desta SANTA!!!
Um grande abraço

ArcadoAutoConhecimento disse...

Linda história, meu amor. Essa frágil mulher, era uma grande mulher. Pela atitude dela podemos perceber que o merecimento do perdão está relacionado à magnitude da ofensa. Isso quer dizer que devemos perdoar de coração, toda e qualquer ofensa, e teremos mais mérito se perdoarmos aquelas de maior gravidade para nossa sensibilidade. Beijos.