terça-feira, 10 de maio de 2011

BLÁBLÁBLÁ E JOGO de CENA.

Governo Diretores de estatais, autarquias e bancos públicos da Região Norte permanecerão inalteradas .
Paulo de Tarso Lyra
De Brasília
A presidente Dilma Rousseff decidiu não alterar as diretorias de estatais, autarquias e bancos públicos da Região Norte. Dilma acha que eles estão funcionando bem e não hão razões para abrir mais uma disputa entre PT e PMDB por cargos no segundo escalão federal. Com isso, ficam mantidos os atuais presidentes da Eletronorte, Josias Matias de Araújo; do Banco da Amazônia (Basa), Abdias Júnior, e da Sudam, Djalma Bezerra. O vice-presidente Michel Temer e o chefe da Casa Civil, Antonio Palocci, também acertaram a composição dos cargos da Funasa: a presidência será entregue a Gilson de Carvalho Queiroz Filho, indicado pelo PT de Minas. E nas superintendências estaduais ocupadas pelo PMDB as indicações caberão ao partido. A decisão da presidente deixou os petistas da Região Norte desanimados. Eles esperavam mudanças nos cargos federais para abrigar candidatos derrotados nas eleições do ano passado – principalmente a ex-governadora do Pará, Ana Júlia – e para diminuir a influência do PMDB, especialmente na Eletronorte. Já o PMDB ligado ao presidente do Senado, José Sarney (AP), não conseguiu encontrar uma saída para trazer de volta o ex-presidente da Eletronorte, José Antonio Muniz Lopes Filho. A esperança de Sarney era de que ele fosse reconduzido ao cargo de presidente da Eletronorte, função que exerceu antes de assumir a presidência da principal holding do setor elétrico. Com a decisão da presidente de não promover mudanças na estatal, pelo menos por enquanto, José Antônio permanece como diretor de transmissão da Eletronorte. O Planalto avaliou também que, após as mudanças radicais promovidas no setor elétrico no início do ano, com a nomeação de Flávio Decat para a presidência de Furnas – ele substitui Carlos Nadalutti, afilhado político do deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) – e de José da Costa Carvalho Neto para o lugar de José Antonio Muniz Lopes na Eletrobrás, não havia razões para criar novos atritos com o PMDB. Nadalutti foi afastado após denúncias de irregularidades em Furnas. Dilma planejava levar Decat para a presidência da Eletrobrás, mas mudou de idéia diante da gravidade da situação na estatal sediada no Rio. Já José da Costa Carvalho Neto foi indicado para tirar do comando da Eletrobrás um nome ligado ao Sarney. O PT da Amazônia também queria mudanças profundas nos cargos da região. No início do ano, um argumento forte para alterações seria a não eleição de Jader Barbalho (PMDB-PA) para o Senado, com base na Lei de Ficha Limpa. Mas o Supremo Tribunal Federal decidiu que a Ficha Limpa só valerá a partir de 2012. Jader voltou a ter direito a vaga e o PMDB não abriu mão da influência que tinha sobre a Eletronorte. Segundo apurou o Valor, o PMDB não vai reclamar da decisão da presidente Dilma. Um petista experiente disse que as maiores lideranças pemedebistas na região – José Sarney, Romero Jucá (RR), Eduardo Braga (AM), Valdir Raupp (RO) – terão seus cargos mantidos na Eletronorte, Basa e Sudam.
.(Fonte: Jornal Valor Economico).
MOMENTOBRASILCOM.COM(Comentário):

Todas essas 'decisões' entre aspas mesmo, não passam de um cala boca, a sociedade, alguns políticos e a imprensa. Tremendo jogo de cenas. Excetuando-se o BASA(Bco. da Amazonia), é sabido por todos que os demais cargos, são altamente políticos. No caso do setor elétrico, começando por FURNAS, o atual presidente para lá foi designado com a missão maior de tentar abafar os escândalos existentes. A Eletronorte por sua vez, tornou-se há algum tempo o "filão de ouro" do setor. O PMDB, é quem manda e desmanda. A tal ponto do Sarney, continuar quebrando lanças para por o o próprio filho na presidencia. Com o retorno do Jader barbalho, ao cenário politico, a coisa se complica ainda mais na estatal. O corpo da matéria acima, deixa claro que a mudança na presidencia vai ocorrer, e o atual presidente, mesmo sendo funcionário de carreira, sabe disso. È por serem colocados parentes e afilhados nos cargos dessas empresas em detrimento da competencia de técnicos, que não deslancham administrativamente, tornando-se meros e grandes cabides de empregos o que justamente é o objetivo do governo.

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