terça-feira, 26 de abril de 2011

UM PAÍS DE PIADA?

O país que vive de miragens aboliu a fronteira entre a ficção e a realidade:

Sem saber atirar, Dilma Rousseff virou modelo de guerrilheira. Sem ter sido vereadora, virou secretária municipal. Sem ter sido deputada estadual, virou secretária de Estado. Sem ter sido deputada federal ou senadora, virou ministra. Sem ter inaugurado nada de relevante, virou gerente de país. Sem saber juntar sujeito e predicado, virou estrela de palanque. Sem ter tido um só voto na vida, virou candidata à Presidência. Eleita, não precisou fazer nada para virar, em 100 dias, uma superadministradora obcecada pela perfeição. O Brasil nunca foi um país sério. Mas só neste começo de século virou piada. Há algo errado nesta história de “exímia gerente”, ironiza o jornalista J. R. Guzzo na edição de VEJA desta semana (leia a íntegra na seção Feira Livre). “A presidente Dilma Rousseff, como todo mundo está cansado de ouvir há pelo menos dois anos, teria a grande vantagem de ser uma gerente, ou mesmo uma “gerentona” – embora já não se saiba, quando falam assim, se é ou não um elogio”, registra um trecho do artigo. “No campo da imaginação comum, em todo caso, gerente é aquele que realmente resolve as coisas. Faz acontecer. Entrega o serviço combinado. Põe a mão na massa e o pé no barro. É um leão (ou uma leoa) para tocar uma obra”. Intrigado com o ritmo paquidérmico das obras prometidas para os aeroportos incluídos no roteiro da Copa do Mundo, Guzzo pergunta “onde estariam, então, essas qualidades todas, numa hora em que tanto se precisa delas?”. Quatro meses de governo, sem dúvida, é pouco tempo para mostrar resultados, concede o colunista. “Mas a gerência do PT já está chegando aos oito anos e meio e Dilma faz parte dela desde a primeira hora – é, afinal, a “mãe do PAC”, e padroeira geral de todas as obras públicas deste país. O que estaria havendo de errado?

MOMENTOBRASILCOM.COM(Comentário):

Extraimos apenas a parte inicial da materia do colunista de VEJA, por entendermos ser o foco principal da mesma. A realidade é que a presidenta (é assim que quer ser chamada), subiu mais que foguete americano. Saiu dos porões para o palacio do planalto. Afora, a tentativa de desvalorizar o real, em benefício do dólar, aumentar a taxa de juros e diminuir o crédito, nada mais fez de notório. Pelo contrário, não consegue pagar o débito do PAC, e o PAC-2, ficará a espera de um futuro brilhante(?). Até o corte dos 50 bi no orçamento, até agora nao definiu onde será aplicado. O próprio PT, ministros e companhia ltda, estão atônitos com a indefinição. Por enquanto, o país deixou de ser o da esperança, para virar o país da piada.

Um comentário:

Maria José disse...

Grande verdade, amor. O pior é que estamos novamente em vias de entrarmos novamente em inflação. Quem já viveu essa época, com certeza não se esqueceu da loucura desenfreada dos preços e consequente achatamento salarial.
Roy, há um selinho para você em Mimos 2011, última postagem, pois tem tudo a ver conosco. Beijos.