domingo, 27 de março de 2011

CHICO E / OU KADERC.

MOMENTOBRASILCOM.COM(Comentário):

Pedimos desculpas, mas foi necessário publicarmos a matéria na íntegra.

Os motivos que me levam a uma convicção pessoal de que Chico Xavier tenha sido a reencarnação de Allan Kardec tão numerosos e distintos são que passarei a expor alguns deles, sem o menor propósito de polemizar em torno do assunto. Tendo convivido com o médium por mais de 25 anos, não observei diferença significativa entre a sua personalidade e a do Codificador. Consideremos, segundo nos é dado depreender das informações prestadas pelos principais biógrafos de Kardec e dos escritos de sua própria lavra, que ambos eram, quando necessário, austeros e amáveis, determinados e bons. Chico Xavier – creio que todos concordam a respeito – foi o legítimo continuador de Kardec, no que tange ao desdobramento da codificação e à tarefa de difundi-la, através da palavra e do exemplo. Após o 2 de Abril de 1910, data do nascimento de Chico, o espírito de Allan Kardec não mais estabeleceu, ele mesmo, qualquer contato mediúnico confiável com os encarnados. O Espírito Verdade, coordenador espiritual de imensa equipe que o assessorava e um dos seus Protetores, havia lhe informado, em mais de uma ocasião, que, dentro de pouco tempo, ele tornaria a reencarnar para dar seqüência à obra encetada. O próprio Kardec, elaborando os cálculos, deduziu que a sua volta à Terra se daria no final daquele século ou no começo do outro. Chico Abraçou a mediunidade aos 17 anos de idade; os Espíritos haviam dito a Allan Kardec que, quando ele voltasse à Terra seria em condições que lhe permitissem trabalhar desde cedo. Emmanuel, um dos Espíritos Codificadores, foi ao lado do Dr. Bezerra de Menezes e tantos outros, o coordenador da tarefa mediúnica de Chico Xavier. O Mentor da “Sociedade Parisiense de Estudos Espíritas” fundada por Kardec era São Luis; o do Centro Espírita de Pedro Leopoldo, fundado por Chico Xavier, é São Luis Gonzaga. Se Chico não foi a reencarnação do Codificador, conclui-se naturalmente que ele não reencarnou e que, portanto, o Espírito Verdade se enganou no que lhe disse, o que – convenhamos – colocaria em questão a sua condição espiritual. Se a espiritualidade superior tivesse mudado de planos – o que é inconcebível, depois de anunciá-los -, porque o grande silêncio de Allan Kardec, através da maior antena psíquica do século: Chico Xavier? Chico, com freqüência, se referia a Jesus e aos Espíritos amigos, mas pouco mencionava o nome de Allan Kardec. Para os íntimos, Chico revelava um conhecimento da vida do Codificador que não encontramos em nenhuma de suas biografias. Contou a mim e a outros, por exemplo, que um de seus sobrinhos, após o seu desenlace, entrou na justiça reivindicando parte dos direitos autorais das obras da Codificação, o que, segundo o médium, atrasou a divulgação da Doutrina em 50 anos: Coincidência ou não, Chico teve um sobrinho que lhe criou sérios problemas, em caluniosa difamação plenamente infundada. Chico não se casou e, embora Kardec tenha se consorciado, segundo o médium, ele e D. Amélie Gabrielle Lacomb Bouded, que era 9 anos mais idosa do que ele, cultivavam um amor puro: ela nutria por ele verdadeiro zelo maternal. Isto me foi dito pelo próprio Chico, conforme a Dra. Marlene Rossi Severino Nobre, que também estava presente na ocasião, escreveu em um artigo da “Folha Espírita”. Outras “coincidências” nos fazem pensar: Kardec desencarnou em 31 de março e foi sepultado no dia 2 de abril, data do nascimento de Chico Xavier, tendo o seu corpo ficado exposto à visitação pública durante 48 horas; o mesmo pedido foi feito por Chico Xavier aos seus amigos. Era hábito de Kardec efetuar doações financeiras a amigos em dificuldades, encaminhando-as em nome dos Bons Espíritos; o mesmo fazia Chico Xavier, inclusive empregando a mesma terminologia do Codificador. Diga-o quem, neste sentido, tenha sido beneficiado pelo médium. Existem fotos de Kardec e Chico que poderiam ser sobrepostas, tal a semelhança de postura entre os dois; é espantosa a semelhança revelada entre as mãos de um e de outro, além do costume de Chico sempre usar paletó, mesmo sendo o Brasil um país de clima tropical. Em Uberaba, e acreditamos em outras cidades, vários médiuns confirmavam que Chico era a reencarnação de Allan Kardec, inclusive notável medianeira Antusa Ferreira Martins, que era surda-muda e analfabeta, portanto incapaz de ser influenciada por especulações neste sentido. Entre os que contestam ser Chico a reencarnação de Kardec, há os que afirmam que o Codificador não teria sido tão tolerante quanto Chico o foi com o que lhe sucedia ao redor, envolvendo irmãos de ideal e outros, esquecendo-se de que, em “Obras Póstumas”, o Codificador não hesita ao confessar que a “Sociedade Parisiense de Estudos Espíritas” havia se transformado em um foco de intrigas contra ele e que enfrentara inúmeros dissabores inclusive traição. Chico jamais confirmou ser a reencarnação de Allan Kardec; ao contrário quando não fazia questão de negá-lo, inclusive em entrevistas, respondia reticentemente em torno do assunto. Poderiam, perfeitamente, ser de Chico Xavier as seguintes palavras de Allan Kardec: “Sentia que não tinha tempo a perder e não perdi; nem em visitas inúteis, nem em cerimônias estéreis. Foi a obra de minha vida. Dei-lhe todo o meu tempo, sacrifiquei-lhe o meu repouso, a minha saúde, porque diante de mim o futuro estava escrito em letras irrecusáveis. Chico e Kardec eram assim: “Aos domingos – escrevia ainda Leymarie -, sobretudo nos últimos dias de sua vida, convidava amigos para jantar em sua Vila Ségur (Chico os convidava aos sábados, para almoçar). Então, o grave filósofo, depois de haver batido os pontos mais difíceis e mais controvertido da Doutrina, esforçava-se para entreter os convidados. Mostrava-se expansivo, espalhando bom-humor em todas as oportunidades”. Kardec e Chico, acima de tudo, tinham e têm um acendrado compromisso com o Evangelho de Jesus, em sua obra e em sua vida. Ao terminar, esclareço que, sendo adepto de uma doutrina de livre expressão, qual é o Espiritismo, reivindico para mim o direito de pensar como penso e deixo exarado neste testemunho, sem, evidentemente, negar a qualquer outro o direito de discordar de minhas convicções, sem que me sinta, necessariamente constrangido a transformar o assunto em polêmica sem proveito, com responder a objeções que o tempo, e somente o tempo, haverá de fazer. PARTE 2 : Matéria contida na revista “Goiás Espírita” Ano7 – nº 23 – 2003. Allan Kardec, Caminhada, Carlos A. Baccelli, Chico Xavier, Espírita, Espiritismo, espíritos, Jesus, Mediunidade, Reencarnação, Trabalho, Vida Obras Póstumas – 2ª parte – Previsões Minha Missão mauricio Reencarnação 2011-03-16 Texto enviado pelo amigo e leitor Emerson – Bauru -SP 12 DE ABRIL DE 1860 (Em casa do sr. Dehau, méd. sr. Crozet.) (Comunicação espontânea obtida em minha ausência) Allan Kardec: Pela sua firmeza e sua perseverança, o vosso Presidente frustrou os planos daqueles que procuravam destruir seu crédito e arruinar a Sociedade, na esperança de assentar um golpe fatal na Doutrina. Honra a ele! Que bem sabe que estamos com ele, e que os Espíritos sábios estarão felizes em poder assisti-lo em sua missão. Quantos há que gostariam de cumprir parte dessa missão, porque receberiam a parte dos benefícios que ela causa! Mas essa missão é perigosa, e para cumpri-la é preciso uma fé e uma vontade inquebrantáveis: é preciso também da abnegação e da coragem para afrontar as injúrias, os sarcasmos, as decepções, e não se comover com a lama lançada pela inveja e pela calúnia. Nessa posição, o menos que pode acontecer, é ser tratado de louco e de charlatão. Deixai dizer, deixai pensar à vontade: tudo não tem senão um tempo, exceto a felicidade eterna. Tudo vos será contado, e sabei bem que é necessário, para ser feliz, ter contribuído para a felicidade dos pobres seres com os quais Deus povoou a vossa Terra. Que a vossa consciência fique, pois, no repouso e na serenidade: é o prenúncio da felicidade celeste. Futuro do Espiritismo. 15 DE ABRIL DE 1860 (Marselha, méd. sr. Georges Genouillat.) (Comunicação, transmitida pelo sr. Briom Dorgeval.) O Espiritismo está chamado a desempenhar um papel imenso sobre a Terra; será ele que reformará a legislação tão freqüentemente contrária às leis divinas; será ele que retificará os erros da história; será ele que reconduzirá a religião do Cristo que, nas mãos dos sacerdotes, se tornou um comércio e um vil tráfico; instituirá a verdadeira religião, a religião natural, a que parte do coração e vai direto a Deus, sem se deter nas franjas de uma batina, ou no escadote de um altar. Extinguirá para sempre o ateísmo e o materialismo, aos quais certos homens foram levados pelos abusos daqueles que se dizem os ministros de Deus, pregam a caridade com uma espada na mão, sacrificam à sua ambição, e ao espírito de dominação, os direitos mais sagrados da Humanidade. UM ESPÍRITO Meu retorno 10 DE JUNHO DE 1860. (Em minha casa, médium, sra. Schmidt.) Perg. (À Verdade). Acabo de receber uma carta de Marselha, na qual se me diz que, num seminário dessa cidade, se ocupou seriamente do estudo do Espiritismo e de O Livro dos Espíritos. O que é preciso disso augurar? É que o clero tomou a coisa com interesse? Resp. – Não podes disso duvidar: ele toma as coisas muito a sério, porque nelas prevê as conseqüências para ele, e as suas apreensões são grandes. O clero, sobretudo a parte esclarecida do clero, estuda o Espiritismo mais do que não o crês: mas não pensa que seja por simpatia; ao contrário, nisso procura os meios para combatê-lo, e assegura-te que lhe fará uma rude guerra. Não te inquietes com isso; continue a agir com prudência e circunspecção; tenha-te em guarda contra as armadilhas que te serão estendidas; evita cuidadosamente, em tuas palavras e em teus escritos, tudo o que poderia fornecer armas contra ti. Prossegui o caminho sem medo, e se ele está semeado de espinhos, asseguro-te que terás grandes satisfações antes de retornares “por um pouco” entre nós. Perg. – Que entendeis por essas palavras “por um pouco”? Resp. – Não ficarás muito tempo entre nós; é necessário que retornes para terminar a tua missão, que não pode ser rematada nesta existência. Se isso fosse possível, não te irias daí de modo algum, mas é preciso suportar a lei da Natureza. Estarás ausente durante alguns anos e, quando voltares, isso será em condições que te permitirão trabalhar cedo. No entanto, há trabalhos que é útil que termines antes de partir; é porque te deixaremos o tempo necessário para acabá-los. Nota. – Supondo aproximadamente a duração dos trabalhos que me restam a fazer, e tendo em conta o tempo de minha ausência e os anos da infância e da juventude, até a idade que um homem pode desempenhar um papel no mundo, isso nos leva, forçosamente, ao fim deste século ou ao começo do outro. Allan Kardec, Chico Xavier, Espírita, Espiritismo, espíritos, Mediunidade, Moral Espírita, Obras Póstumas, Reencarnação, Trabalho, Vida Address: http://visaoespiritabr.com.br/reencarnacao/obras-postumas-2%c2%aa-parte-previsoes-minha-missao "O poder sem amor, enlouquece a inteligência" "O poder desgasta sobretudo quem não o tem." "O poder distancia o amor."

2 comentários:

Miriam Rose disse...

Acho que o que realmente importa é a lição que nosso querido Chico nos deixou.Seus ensinamentos de Humildade, abnegação, renúncia em prol dos menos favorecidos foram os presentes abençoados que nos deixou. Se foi ele Alan Kardek? Talvez só o venhamos a descobrir depois de nosso desencarne, mas não creio que essa informação irá melhorar nossas vidas espirituais! Concentremos nossas energias no amor ao próximo. Deus saberá o momento certo de descobrirmos esses mistérios além da vida!!! Fiquem em paz!

Maria José disse...

Meu amor. Sendo ou não a reencarnação de Kardec, o mais importante é que ambos deixaram aqui um trabalho de amor e caridade, e um despertar da consciência para Deus. Beijos.