quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

QUEM PODE MAIS : PT ou PMDB?

Dilma suspende definição de cargos do segundo escalão:
Decisão da presidente vem em meio à crise entre PT e PMDB, diz jornal
"Tudo se resolverá no seu tempo e à sua maneira [...]. Vai depender de conversações, reuniões e postulações"
Michel Temer, vice-presidente da República
Em meio
a crise deflagrada entre PT e PMDB pela disputa dos cargos do chamado segundo escalão – que incluem o comando de fundações e estatais -, a presidente decidiu agir e suspendeu a distribuição das funções até fevereiro. Dilma também pediu ao senador José Sarney (PMDB-AP), presidente da Casa, que tente conter a rebelião em seu partido. A presidente teme que o PMDB cumpra sua ameaça de vingar-se do PT em votações importantes no Congresso, como a que definirá o valor do salário mínimo. O governo pretende aprovar a MP que fixa o mínimo em 540 reais.O clima de hostilidade é tamanho que o PMDB decidiu boicotar, na segunda-feira, as cerimônias de posse dos ministros petistas Alexandre Padilha (Saúde), Luiz Sérgio (Relações Institucionais) e Fernando Pimentel (Desenvolvimento, Indústria e Comércio). Sarney convocou já para esta terça uma reunião em sua casa com o vice-presidente da República, Michel Temer, os líderes peemedebistas na Câmara, Henrique Eduardo Alves (RN), e no Senado, Renan Calheiros (AL), o presidente interino do partido, senador Valdir Raupp (RO), com o senador eleito Eunício de Oliveira (CE) e com o deputado federal Eduardo Cunha (RJ). Disputa - O partido da presidente tem avançado sobre cargos que pertenciam aos peemedebistas – e provocado a ira dos aliados. A mais recente rasteira passada no PMDB foi a escolha do sindicalista Wagner Pinheiro para comandar os Correios. Ligado ao ex-ministro Luiz Gushiken, desde 2003 Pinheiro é presidente do Petros, o fundo de pensão da Petrobras, e foi alvo de investigação da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) dos Correios, em 2005. A estatal tem orçamento anual de cerca de 12 bilhões de reais, dos quais 500 milhões de reais para investimentos. Partidos aliados do governo, como o PMDB e o PTB, passaram a deter seu controle desde 2004. A partir daí, a estatal, uma instituição secular que gozava de grande credibilidade, acabou sendo envolvida numa série de escândalos. O atual presidente dos Correios, David José de Matos, trabalhava para continuar no cargo, mas não conseguiu convencer ninguém de que deveria ser mantido. Matos é ligado ao PMDB de Brasília. O PT avançou ainda sobre a Fundação Nacional da Saúde (Funasa). O partido da presidente já tirou dos peemedebistas o comando da Secretaria de Atenção à Saúde. O PMDB desistiu de pleitear o comando do Ministério da Saúde de olho na chefia da secretaria, considerada um posto estratégico da pasta. O órgão é responsável pela definição das regras e valores das tabelas do Sistema Único de Saúde (SUS).Pacificação – O ministro-chefe da Casa Civil, Antonio Palocci, prometeu recompensar o PMDB com orçamentos semelhantes ao das secretarias que o PT tomou do partido."Tudo se resolverá no seu tempo e à sua maneira", afirmou Michel Temer ao jornal após uma reunião com Palocci. "Vai depender de conversações, reuniões e postulações", completou.(Fonte:VEJA) .
MOMENTOBRASILCOM.COM(Comentário):

A sêde de cargos e poder do PT, encontra na força do maior partido e aliado, o PMDB sérios entraves. O manancial de obstáculos é despejado sem cerimônias e demonstra claramente a possibilidade e vontade de transformar-se em ferrenho adversário, caso seus objetivos sejam ameaçados. Eis o inicio de um romance cantado em prosa & verso pelos protagonistas, mas que, todos sabiam que jamais daria em casamento harmonioso. Pelo andar da carruagem, o divórcio não tarda.

Um comentário:

angela disse...

"Entre tapas e beijos", assim caminham os dois.
Vamos ver muitos lances desse casamento.
Abraços