sábado, 4 de dezembro de 2010

MEDIUNIDADE e ESPIRITISMO

Mediunidade é o poder que alguem possui para servir de intermediário entre os chamados vivos e mortos. Os médiuns são pessoas acessíveis à influência de espíritos e mais ou menos dotadas da faculdade de receber e transmitir comunicações. De acordo com a aptidão particular de cada um, eles recebem diferentes denominações, como: médiuns de presentimentos, escreventes ou psicógrafos, videntes, falantes, de incorporação etc. O fato de possuir tais dotes não implica que o individuo seja espírita e podemos mesmo encontrar entre eles alguns que não pertençam a nenhum credo religioso. A explicação acima vem a propósito de confusões generalizadas que muita gente faz quando que se depara com médiuns, sobretudo os que utilizam seus poderes para angariar vantagens materiais. Tenho em mãos um panfleto que me foi entregue numa rua de Salvador, onde se lê: "Irmã L..., taróloga e Espírita - a revelação do ano 2003". Em seguida, vem a informação de que a citada irmã é "conhecedora dos mistérios do Tarô" e que orienta sobre casos amorosos, união, separação, dificuldades financeiras, negócios embaraçados, vícios de embriaguês, desobsessão etc., terminando por informar que os passes e defumação são grátis, "com total garantia e sigilo absoluto". Pessoas como essa ainda operam nas grandes cidades porque encontram quem lhes dê guarida, certamente clientes que jamais se preocuparam em efetuar um estudo sério acerca da mediunidade e que, por essa razão, buscam tirar proveitos materiais. Contudo, não se deve por em dúvida os poderes de tais médiuns, mas entre utilizá-los aleatoriamente ou como espírita vai uma grande distância, pelo que nunca é demais lembrar que não devemos confundir mediunidade com esperitismo. A faculdade mediúnica existe desde épocas remotas. Ao longo da história, inúmeras personalidades apresentaram diferentes tipos de mediúnidade e o fato de utilizar o dom mediúnico para auferir lucros não significa que o indivíduo seja farsante; apenas demonstra desconhecimento quanto á finalidade de seus poderes e os aplica mal. Fossse, porém, um estudioso do Espíritismo e não faria uso de seus dotes realizando consultas pagas. È que a Doutrina Espírita foi a única, até agora, que efetuou um rigoroso estudo da mediunidade, sua correta utilização e tudo quanto a ela se relaciona. A diferença entre o médium espírita e o não espírita está na maneira como o primeiro utiliza seus poderes mediúnicos, sempre dirigidos para o bem do próximo, sem visar a qualquer lucro, trabalhando apenas pelo prazer de servir. Não foi à toa que o Espiritismo surgiu, proporcionando ao mundo o conhecimento de sua legítima aplicação, pois que, para seu aparecimento, participaram espíritos de escol, orientando-nos em todos os sentidos para que tivessemos um modelo de vida a seguir em busca do aprimoramento moral utilizando todos os recursos ao nosso alcance, inclusive o uso da mediunidade. O leitor que pretenda conhedcer o modo correto de seu uso só tem um caminho a seguir: ler(e reler) O Livro dos Médiuns e frequentar centros espíritas autenticamente recconhecidos como tal, e não casas como a mencionada no panfleto acima aludido. No centro espírita, encontrará a orientação necessária para seguir trabalhando, utilizando seu potencial de modo correto, sem preocupar-se jamais com lucros de qualquer espécie. Logo será fácil distinguir mediunidade e Espiritismo.(Gilberto Santos, jornalista e trabalhador do centro Espírita Lar João Batista/ Ba).





4 comentários:

Jorge disse...

Esse seria o correto, quer dizer, o Espírita fazer tudo por amor, sem interesses. Mas percebemos hoje quantos médiuns são vaidosos e orgulhosos que se não cobram, qyerem aparecer mais que outros. O movimento espírita hoje, está ficando cada vez mais longe do ideal kardequiano, pois vemos muitas misturas de pensamentos e assimilação de rituais religiosos e dogmaticos.

Para refletir mesmo!

Um abraço!

Maria José disse...

Roy. Esta matéria é muito importante, pois mostra que ainda se vê muita gente despreparada utilizando a mediunidade para vários fins. Mediunidade pode ser uma faca de dois gumes: com Cristo, na caridade mais pura e sob a direção de pessoas experientes e verdadeiramente fraternas, apresenta-se como ponte de luz entre a Terra e o Céu. Mas quando se propõe ao atendimento a interesses rasteiros, ao ganho de bens, de posições, de influência ou status, ou pior ainda, a fazer o mal, ela se transforma em canal para espíritos das sombras com resultados imprevisíveis, mas sempre muito ruins. Que saibamos fazer um bom uso desse canal entre o Céu e a Terra. Beijos, meu amor.

" ESSÊNCIA ESTELAR MAYA " disse...

Olá Roy.
O ser humano ainda vive no mundo das vaidades, médiuns ou não, ainda precisam saber o significado da humildade.
Muita Luz e Paz em seu coração!
Lú.

analice disse...

que legal, o seu site;;; vim pela maria jose... hoje estudo o espiritismo e busco nortear a minha mediunidade por ele, contudo, quando criança e adolescente, usei sim de forma irresponsavel e algumas vezes até troquei por valores monetarios... e foi isso que estava mencionando com uma amiga outro dia, não é que essas pessoas nao saibam pois fala coisa e de fato acontecia, e nao fazia muito... via mesmo e escutava mesmo, porem como o amigo falo com a educação mediunica é bem diferente o bom uso...