sábado, 20 de novembro de 2010

POR UM ESPIRITISMO KARDECISTA.

Todos nós espíritas vivemos a experiência de sermos questionados a respeito de qual espiristismo somos adéptos; se Kardecista ou outro, A resposta padrão é sempre imediata: não há tipos de espiritismo, todo espírita é necessariamene kardecista, pois espiritismo e espírita foram neologismos criados por Allan Kardec na introcução de O Livros dos Espíritos. Assim, falar de espiritismo kardecista seria uma redundância, como falar encarar de frente. Por preceber a constância dessa dúvida, temos sempre o cuidado de esclarecer em conversas ou palestras. Muitos espíritas defendem posições e práticas que não teem fundamento nas obras de Kardec, mas, quando alertados, afirmam que estão de acordo com o espírito fulano ou o renomado escritor beltrano. Quando interrogo: e Kardec? para surpresa, acabo ouvindo a falta de interesse em conhece-lo mais profundamente e com maior propriedade. Alguns nomes do meio espírita brasileiro passaram a ser inquestionaveis e suas obras consideradas patrimônio a ser inciorporado às obras de Kardec. Não tenciono questionar o valor e a qualidade de determinadas obras, mas daí a considera-las verddades a serem seguidas, há uma longa e tenebrosa distancia. Pois assim como devemos colocar em questão as mensagens recebidas dos espíritos seja por qualquer médium, assim preconizava Kardec na sua obra O Livro dos Médiuns, por força na nossa razão e do mesmo principio anterior, perscrutar qualquer informação publicada por espíritas, independetemente da alcançada projeção. A vontade de seguir eméritos nomes, muitas vezes, cega o profitente espírita, que acaba por santificar homens e espíritos, ao invés de respeita-los por sua contirbuição intelectual, passível portanto como qualquer outra de dúvidas e discordâncias. A fé raciocinada tão falada, é expressão antiga, mas, pouco vivida. No século IV, Agostinho ja a usava bem como outros pensadores cristãos da idade média. E nós espíritas nos apropriamos dela como se original fosse no intiuto de praticá-la efetivamente. Hoje em dia, o que se vê é uma necessidade imensa de acreditar na primeira revelação messianica que chega, impedindo assim, qualquer tipo de interrogação, fato verificado quando a Casa Espírita atinge certo patamar de frequentadores e conhecimento da populaçao, durante reuniões mediunicas, notadamente quando aparece algum mentor, todos se calam e não ousam travar um diálogo siquer com o espírito, tendo pois, o receio de ser impertinente. A argumentação contrária parte sempre do principio de que o espiritismo não é um corpo doutrinário fechado, acabado, e sim em constante desenvolvimento, como já dizia o próprio Kardec logo no inicio de A Gênese. O desenvolvimento natural do espiritismo dar-se-á através da contribuição kardedcista: o método cientifico aplicado ao seu objeto de estudo e sua consequente evolução não se dará através de revelaçoes de nenhum espírito em particular, como se tem propagado e perventendo o legado espírita, tornando-o sim doutrinário, dogmatico e inquestionável. Èstes complementos `a obra kardeciata acabaram por formar um novo espiritismo, sem qualquer fundamento racional ou cientifico, iguialando-o às religiões dogmáticas, obrigando seus adéptos a acatarem como certezas mirabolantes sistemas de ideias. Assim, surgiu o 'novo' conhecimento espírita que é propagado por palestras, cursos introdutórios e das diversas obras publicadas que falam em corpos astrais de cores e quantidades a mancheias, que ensinam e própalam tecnicas de passes e alguns tratamentos, relegando a obra kardecista a um lugar secundário. Diante do exposto, compreendí sim ,que sou espírita Kardecista e com posições bem diferentes das encontradas em casas autodenominadas espíritas.

3 comentários:

Judite disse...

Bom dia, Roy!

"Sejamos como a vela, que consome a sua própria substância para dar luz e calor aos que a cercam." (Elizabeth Leseur)

Deus seja contigo sempre!

Maria José disse...

Luiz Antonio Millecco, na Revista Espírita Harmonia, nº 34, de agosto de 1997 diz:
De um tempo para cá um estranho fenômeno ocorre em nosso meio: pessoas respeitáveis aceitam a Doutrina Espírita, entusiasmam-se com seus postulados e se beneficiam da consolação por Ela propiciada. No entanto, chegado o momento das definições, afirmam-se não espíritas, mas espiritualistas ou "kardecistas".
Quanto ao espiritualismo, a definição é incompleta, já que todas as crenças baseadas na existência da alma são espiritualistas.
E quanto ao "kardecismo"?
As origens históricas do termo, embora não possam situar-se no tempo, são perfeitamente caracterizadas quanto aos fatos. Ao chegarem ao Brasil, os escravos trouxeram consigo suas crenças, seus cultos, que ali se fundiram, com o crescimento das crenças indígenas e católicas. Esses grupos étnicos já praticavam a mediunidade. Ora, com o aparecimento entre nós da Doutrina Espírita, uma de cujas bases principais é exatamente o fenômeno mediúnico, foram inevitáveis as generalizações. Tudo quanto se referisse ao intercâmbio com o outro plano era considerado Espiritismo.
Tal equívoco ocasionou lamentáveis deturpações. Não queremos aqui discriminar os grupos afro. Há entre eles os que, embora divergindo da Doutrina Espírita quanto ao aspecto religioso e à prática mediúnica, lêem Allan Kardec, adotam seus postulados filosóficos e servem ao próximo com desprendimento e abnegação.
Não se pode negar, entretanto, as deturpações a que nos referimos acima. Eram comuns em certos setores da imprensa manchetes como: "Assassinato em um Centro Espírita", "Incorporado pelo Guia Fulano...". Além disso, não são raros os folhetos em que se lê: "Madame Fulana de tal. Vidente Espírita, soluciona todos os problemas, resolve caso de amor e dinheiro, prevê o futuro..." etc.
Resultado: para não se embarafustarem com toda esta confusão, alguns companheiros abrem mão do termo espírita e preferem a expressão "kardecista". Haverá, porém, algum fundamento para tal posição?
Em primeiro lugar, Allan Kardec sempre fez questão de assinalar que, ao contrário de todas as doutrinas anteriores, o Espiritismo não foi fundado por homens, mas é conseqüência das revelações trazidas pelo Plano Espiritual.
Em segundo lugar, não podemos descartar a gama de preconceitos que envolve a substituição dos termos espírita e Espiritismo pelos termos "kardecista" e "kardecismo".
Não querem, estes companheiros, que suas crenças sejam confundidas com aquelas que, para eles, são "inferiores". Não querem ser identificados como "feiticeiros" ou "macumbeiros". Tal confusão, no entanto, não advém deste ou daquele termo, mas da posição de cada um perante a vida e diante de si mesmo.
Ao invés de simplificarmos as coisas dando à Doutrina Espírita nomes que ela não possui, chamando-a "kardecismo", "mesa branca", "Espiritismo Científico", etc., arquemos com os incômodos das explicações; e, definindo-nos claramente como espíritas, esclareçamos simplesmente os que nos abordem sobre o que é, e o que não é Espiritismo.
Adorei a matéria. Beijos.

" ESSÊNCIA ESTELAR MAYA " disse...

Olá Roy.
Vou deixar aqui "minha opinião".
Na realidade respeito muito o Espiritismo, inclusive foi ele que me impulsionou para o aprendizado sobre o mundo espiritual, porque não tinha muita consciência(tive uma criação católica, já viu né!).
E foi através dele que encontrei muito conforto quando eu tinha 15 anos e minha mãe se suicidou.
Então sou muito grata ao Espiritismo e respeito muito.
Mas hoje minha posição em como encontrar um equilíbrio para o meu espírito mudou um pouco.
Sempre procurei ler, estudar e conhecer um pouquinho de tudo, e hoje todas as "religiões" me complementam muito.
Sou espiritualista e encontro um pouco de tudo: no Espiritismo, na Seicho-no-ie, no candomblé, etc....
Freqüentar uma só, na verdade não vou....porque encontro nas mensagens de todas o meu próprio conforto e ajuda para meu crescimento.
Mas, como mãe de 3 filhos estou de vez em quando levando-os para tomar passes para ajudá-los no equilíbrio de suas energias.
Fora isto, converso muito com eles á respeito das Leis do Universo e sobre os grandes Mestres que passaram por nosso planeta, inclusive não imponho nada á eles quanto a seguir o que seja, será uma escolha na vida adulta de cada um.
Por enquanto meu papel e de meu marido, é apenas de orientá-los para o crescimento e transformação do "SER" que eles são.
Mas resumindo, hoje meus sentimentos e meu interior que são minhas setas de orientação.
Se algo me traz uma sensação boa e positiva, aquilo é meu.
Mas se algo me dá uma sensação ruim e negativa, não é meu e já mando embora.
A chave de tudo está dentro de NÓS, só nós é que podemos saber o que é bom ou não para o nosso espírito ou seja para o nosso "SER INTERNO".
Ótimo tema postado, adorei!
Muita Luz e Paz em seu coração!
Lú.