sábado, 6 de novembro de 2010

CABOCLOS E PRETOS VELHOS. (Parte I)

Inumeros confrades mantem pontos de vista diferentes a respeito das manifestações de caboclos e pretos velhos, nos centros espíritas. As divergencias existem porque obras de Alan Kardec não há qualquer referencia àquelas entidades. O que encontramos em O Livro dos Espíritos, a partir da questão 96, é um tratado sobre as diferentes ordens de espíritos, de acordo com o grau de perfeição a que tenham alcançado, jamais por sua cor, raça ou outra razão, enquanto algumas crenças separam caboclos e pretos velhos em classes especiais. Os elevados mentores que participaram do advento do Espiritismo sempre cuidaram de nos apontar diferanças morais que destinguem os que alcançaram a perfeição dos que ainda se encontram no inicio ou no meio do caminho. Kardec chegou a formalizar uma escala, classificando o espírito conforme seu grau de desenvolvimento, nas qualidades adquiridas e nas imperfeições que ainda possuem. Em O Livro dos Espíritos, verificamos que pela 'infinita variedade dos espíritos, no tocante à inteligencia e á moralidade, facilmente conceberemos as diferenças existentes em suas comunicações"- que refletem a elevação ou a inferioridade de suas ideias, seu saber ou sua ignorancia, seus vicios e suas virtudes. Isto posto, deduzimos que não existe, no Espiritismo, tratamento diferenciado para pretos, brancos, caboclos ou qualquer outra denominação que queiram dar. Todos se igualam, distinguindo-se apenas pela superioridade moral. A confusão se generalizou pelo fato de a mediunidade não ser privilégio de nenhuma religião, sendo utilizada tantos nos centros espíritas como em credos diferentes. Na Umbanda, consoante relato do espírito Ramatis, em A Missão do Espiritismo, psicografado pelo medium Hercílio Maes, as legiões e falanges são cosntituidas de índios, caboclos, pretos velhos e negros africanos, sob o comando de pajés, caciques, babalaôs, chefes e 'pais de segredos'. Para os iniciados na Umbanda, o trabalho é desenvolvido tendo-se em conta tais grupos de trabalhadores, que, no Espíritismo, não recebem qualquer tratamento especial visto tratar-se de espíritos de criaturas que aqui viveram, pouco importando os tipos que encarnaram nas suas formas materiais e que se apresentam como preferem. Hercílio Maes relata que observou por sua videncia, o índio Juparã(espírito) transformar-se na imagem de uma respeitável entidade frequentadora de 'trabalhos de mesa', enquanto Ramatis conta que 'as equipes de caboclos e pretos experimentados à superficie da Terra constituem-se na corajosa defensiva em torno dos trabalhos mediunicos de varios centros espíritas!'. Inumeros são os benfeitores que preferem adotar as formas com que viveram e se destacaram, por alguma razão que só eles próprios conhecem e assim se apresentam, nos trabalhos mediunicos. São, pois, entidades que já desenvolveram o senso moral e procuram trabalhar como socorristas de espiritualidade, chefiando uma equipe de espíritos que se dedicam a mitigar a dor do próximo e ampara os necessitados, mas que, por razões pessoais, apresentam-se como personagens obscuras de alguma existncia anterior.(Por Gilberto Santos, jornalista e trabalhador do Centro Espirita Lar São Joao BatistaBa.).
N. E.: Os grifos em vermelho são nossos.

4 comentários:

Isa mar disse...

Excelente abordagem sobre o tema.
Muitas dessas entidades que se apresentam em terreiros nunca nem estiveram encarnados aqui, apenas usam dessa roupagem para poder trazer ensinamentos,curas e fazer a limpeza do ambiente.
Bom fim de semana, abraços!

Maria José disse...

Roy. Esta matéria é importantíssima, porque muita gente espírita tem muito preconceito contra os caboclos, pretos-velhos e exus, entidades tão mal compreendidas. Para o bem não há fronteiras. Quem quiser se aprofundar no assunto e penetrar nesse universo para desmistificar essas boas figuras, aconselho alguns livros de Angelo Inácio, psicografados por Robson Pinheiro, tais como: Tambores de Angola, Sabedoria de Preto Velho, Aruanda e outros, todos indicados pela FEB. Beijos.

" ESSÊNCIA ESTELAR MAYA " disse...

Olá.
Excelente matéria de esclarecimento.
Eu particularmente acredito muito de que precisamos do auxílio e dos ensinamentos destas entidades.
Porque são muito Fortes e Poderosos.
Existem pessoas que se encontram numa situação espiritual tão grave, que só com a ajuda das Energias dos índios, caboclos, pretos velhos,etc....conseguem se desvencilhar.
Como a querida Maria José comentou, através dos livros de Robson Pinheiro conhecemos mais sobre estas Energias Maravilhosas.
Muita Luz e Paz em seu coração!
Lú.

LUCONI disse...

Querido Roy, fiquei muito feliz ao ler a tua matéria, sempre me alegro quando vejo matéria sobre a Umbanda
esclarecedora, não sei se você leu
POVO DE ARUANDA, psicografado por um médium de mesa branca de José Ignácio, onde ele explica muito bem até aonde a umbanda trabalha e aonde começa os irmãos de mesa branca a trabalharem, fica bem claro o entrosamento entre eles, e a indubitável necessidade de ambos os trabalhos, também creio que você muito melhor que eu, deve saber de como a Umbanda se originou, a história de Zélio de Morais,bem eu amo a Umbanda, amo a mesa branca, trabalho nos dois, se vou falar no assunto passaria horas, tanto que para defender a Umbanda de tantas pessoas que só usam o seu Nome mas que não a veem como uma religião, com a finalidade de evoluir seus filhos, eu fiz um blog,mas como gosto de igualdade, também tenho um de mensagens psicografadas, amo a fé, o que importa é o amar ao próximo, esta é a religião a ser seguida, beijos Luconi