quinta-feira, 12 de agosto de 2010

TUDO como DANTES no QUARTEL de ABRANTES.

O mercado de telecomunicações do Brasil começou a se mexer na semana passada e não deve parar. A possibilidade de que a Vodafone compre uma porta de entrada através da Telecom Itália mostra que as pedras vão continuar se mexendo no tabuleiro. A Embratel, que é do grupo Telmex, ou seja, Carlos Slim, quer ser a dona integral da Net. Há bons motivos para a agitação. Primeiro, grupos brasileiros, espanhóis, mexicanos, portugueses, italianos e franceses brigam por um mercado de 185 milhões de linhas de telefonia móvel; quase 70 milhões de usuários de internet; 43 milhões de linhas de telefonia fixa e oito milhões de assinantes de TV por assinatura. Em celular, o Brasil é o quinto maior do mundo. Segundo, hoje as empresas de telecomunicação não veem apenas o telefone. Querem oferecer celular, fixo, banda larga e TV por assinatura. Muita gente se perguntava por que grandes empresas da Alemanha, Inglaterra, Estados Unidos ou Japão não tiveram interesse no Brasil. No caso da Vodafone, que, segundo matéria de Bruno Rosa ontem no GLOBO, quer entrar no Brasil através da TIM, o movimento tem para o país a vantagem de incluir a segunda maior empresa do mundo. Isso resolve também um nó do mercado brasileiro. A Telefónica, que agora virou a dona absoluta da Vivo, tem 42% da empresa que controla a Telecom Itália, dona da TIM. Pela Lei Geral de Telecomunicações, no Brasil uma mesma empresa não pode estar no bloco de controle de duas companhias de celular na mesma área.
— A Anatel criou restrições para a Telefónica. Ela não pode, por exemplo, participar de reuniões da Telecom Itália quando o assunto for a estratégia para a TIM Brasil — explicou o economista Luiz Schymura, ex-presidente da Anatel. Se ela vender a participação para a Vodafone, o Brasil terá outra empresa grande no mercado. A TIM tem 20% da telefonia celular brasileira, mas não tem os outros serviços de telecomunicação. Com novo dono poderá ter uma estratégia mais definida. Para a Telefónica, a vantagem é reduzir o custo de ter comprado toda a participação da Portugal Telecom na Vivo. De acordo com a consultoria Teleco, entre 2005 a 2009 quase dobrou número de usuários de Internet no Brasil. Nosso mercado de celular está atrás apenas da China, Índia, Estados Unidos e Rússia. O número de linhas deve chegar a 235 milhões em 2012. O mercado de TV por assinatura deve crescer 47% em dois anos, e o de banda larga, 49% no mesmo período. — Somente em 2010, está havendo um aumento de 26 milhões de linhas de celular. Isso é duas vezes o mercado de Portugal — explica o presidente da Teleco, Eduardo Tude. (Fonte: Miriam Leitão).
MOMENTOBRASILCOM.COM(Comentário):
A revolução prevista na telefonia brasileira, de nada vai beneficiar os usuários. Há muito dinheiro envolvido neste mercado, pelos empresários/empresas e lobistas, junto ao governo federal. A Anatel e Ministério das Comunicações,continuarão a serem tratados como verdadeiros 'bonecos de papelão' e as leis e regulamentos, desrespeitados e usuários massacrados. Vide as multas aplicadas, onde nenhum centavo entrou para os cofres federais e, a Claro continua comercializando planos sem o desbloqueio obrigatório.

Um comentário:

TRIBUNA-BRASIL.COM (O Indignado) disse...

ROY, é td conversa mole pra boi dormir. È PURO ENGODO PARA A NAÇÃO!!!!! Abraços.