sábado, 7 de agosto de 2010

LOUCURA e OBSESSÃO.

Houve uma época em que se acusava o Espiritismo de provocar alterações patológicas nas faculdades mentais das pessoas, o que levou o Dr. Carlos Imbassahy a escrever Espiritismo e Loucura (Livraria Allan Kardec editora,1949), demonstrando que, ao contrário do que se afirmava, ele curava muitos enfermos tidos como loucos, em vez de fabricá-los. Decorridos mais de cinquenta anos, inúmeros fatos vieram confirmar os argumentos do ilustre escritor baiano, mas ainda há quem pense daquela maeira, sobretudo quando nos deparamos com alguns obsecados que demonstram desequilíbrio mental. A loucura origina-se de um estado patológico do cérebro, instrumento do pensamento. Estando aquele desorganizado, este fica alterado. Assim, deduzimos que ela é um efeito consecutivo cuja causa primária é uma predisposição organica que torna o cérebro mis ou menos acessível a certas impressões. Quando a doença é de origem obsessiva, a medicação ordinária aplicada no enfermo deixa de surtir efeito e o tratamento espiritual torna-se necessário. Ao esclarecer o assunto, a Doutrina Espirita revelou a unica modalidade de cura, agindo não diretamente no individuo, mas sobre o espírito obsessor, daí Kardec ter afirmado que "o Espiritismo é o remedio e não a causa da enfermidade". A obsessão ocorre pela ação de um espírito sobre uma pessoa e esta, em alguns casos, demosntra sintomas de loucura, sendo o enfermo conduzido para clínicas e hospitais, onde o tratamento é sempre paliativo. O mesmo não acontece quando o doente é levado a um centro espírita porque ali não se confunde o processo obsessivo com a loucura patológica e sabe-se que, neste caso, o problema não procede de qualquer lesão cerebral, mas da subjugação exercida por uma ou váriaa entidades maléficas sobre certos individuos, os quais, muitas vezes, apresentam a aparencia daqulela enfermidade. Convem esclarecer que não basta o paciente ir ao centro espírita para livrar-se do obsessor e nem pode garantir a cura de alguem pelo simples fato de que o tratamento seja efetuado dentro dos princípios espíritistas porque médiuns e demais trabalhadores não passam de simples criaturas humanas, ainda imperfeitas, colocadas à disposição do Alto para uma tentaiva de solução do problema. Durante alguns anos, trabalhamos com um dos maiores expoentes do Espiritismo na Bahia, o qual, no decorrer de sua vida , curou centenas de pessoas obsedadas, mas, apesar de sua grande experiencia e de possuir vasta cultura sobre o assunto, morreu sem lograr êxito no tratamento de sua própria esposa. Quando se trata de loucura patológica, o enfermo se recupera até onde a Medicina tem condições de curá-lo, mas quando a sintomatologia é apenas aparente, por tratar-se de obsessão - o que os médicos não admitem, salvo se forem espíritas - não existem cura dentro dos meios tradicionais pois que os profissionais da saúde perdem tempo com o tratamento corporal, considerando-se que o problema é de origem psíquica. Assim, os efeitos da medicação empregada podem até ser danosos, enquanto o tratamento por meio dos métodos aplicados, pelos espíritas torna-se mais acertado.
Carlos Imbassahy, no livro citado, informa que "vários doentes chamdos loucos, não passam de obsedados, vitimas de subjugação espiritual. Nesse estado, a ciência oficial é impotente para fazer curas. Os numerosos casos verificados no Sanatório Espírita de Uberaba provam a eficácia da intervenção dos espíritos na cura de doentes do corpo ou do espírito".(Gilberto Santos/Jornalista e trabalhador do Centro Epírita Lar João Batista/SSA).

3 comentários:

angela disse...

E a distinção entre as duas coisas é fundamental para que não se perca a oportunidade de ajudar as pessoas que necessitam.
abraços

Maria José disse...

Chegará o dia em que a medicina avaliará o homem de forma holística, tratando-o como um todo, de perispírito a corpo físico. Grande texto. Abraços.

ValériaC disse...

Fundamental esta ajuda da Doutrina Espírita, especialmente nos casos de obsessão...os médicos não espíritas deveriam ficar mais atentos e dar a oportunidade de que se tente uma intervenção espiritual.
Muito bom este tema, para que mais pessoas venham a tomar consciência do fato e ajudar.
Um abraço...
Valéria