quarta-feira, 4 de agosto de 2010

E SOBROU PARA OS PSICÓLOGOS.

O Conselho Federal de Psicologia proíbiu que os psicólogos que trabalham nas penitenciárias efetuem os testes e opinem em laudos sobre os perfis emocionais de condenados que já tenham cumprindo o tempo de pena e que por lei, ganhem o direito do regime semi-aberto ou a liberdade definitiva. Pelo que me consta, nenhum orgão classista tem tamanho poder. Alem do mais, trata-se do enfrentamento ao Judiciário da nação, indo ao descalabro de pôr em perigo a sociedade brasileira, em virtude de se colocar em liberdade elementos sem a menor condição psiquica. Se com a intervenção dos profissionais em psicologia, alguns erros são cometidos neste sentindo, ficamos a imaginar o cáos que esta medida instalará. Com o respeito que merecem os profissionais da área, manda o bonsenso que o autor desta infeliz medida, passe por uma junta de avaliação para comprovar-se o real equilíbrio mental, pois ações deste tipo pôem em xeque-mate a credibilidade de um conselho em nível federal. Com a palavra o Juciario brasileiro e Ministério público.
Em tempo: A profissão foi regulamentada pela lei nº4.116/65 e no próximo dia 27 é comemorado o dia desses profissionais.

4 comentários:

angela disse...

Legislar em causa própria nunca dá bons resultados. Essa tendencia
corporativa que temos no pais é grave.
abraços

Maria José disse...

Como psicóloga, fico chocada com a conivência do Conselho Federal de Psicologia. Abraços.

ValériaC disse...

Péssima medida esta do CFP...se bastasse o indivíduo cumprir a pena e recuperasse o equilíbrio mental, emocional...mas não é o que sempre acontece...tem que ver se a pessoa realmente pode voltar a viver em sociedade, sem riscos. Isso é como "lavar as mãos"...pode ser um ato de grande irresponsabilidade.
Um abraço...
Valéria

Usama Samara disse...

Legislar, nesse sentido, não dá votos. Enquanto não mudar a Lei de Execuções Penais, seremos obrigados a engulir tais medidas.