domingo, 6 de junho de 2010

DAI DE GRAÇA O QUE DE GRAÇA RECEBESTES(Mt-10:08)

Um leitor me encaminhou um folheto de uma instituição espírita local, no qual se anunciam alguns eventos a serem pagos pelos participantes. Alem disso, esse leitor fez várias indagações a rfespeitodo assunto e pediu que eu desse a minha opinião. Segundo ele, "já é rotina, entre os espíritas, a realização de atividades pagas,algumas bem caras,, quando eles deveriam preocupar-se em divulgar a Doutrina, gratuitamente, em vez de ealizar palestras sob as mais diversas denominações, como formas disfarçadas de cobrança". Há tempos,outros confrades me consultaram sobre o assunto, inclusive fornecendo-me os nomes dos responsáveis. Limito-me a expor o assunto para reflexão dos espíritas.
Normalmente, quem promove tais eventos utiliza-se dos termos palestras, encontros, workshops, oficinas e outros,mais sempre com variados modos de cobrança. No folheto acima aludido, por exemplo, há cinco eventos pagos. No primeiro denominado "Encontro Estadual", lê-se qe "o valor da inscrição é de R$60,00, mas até o dia 30 de setembro, investimento será de apenas R$25,00". O segundo caso é sôbre uam "oficina" com inscrição de R$5,00. No terceiro, é mencionado um "espetáculo" com ingressos no valor de R$3,00 Em seguida, o investimento de R$10,00 para um "seminário", terminando com a encenação de uma "comédia", com ingressos ao preço de R$8,00. Sempre informo aos que me consultam que escrevo e façopalestras noslugares onde sou convidado minha própria conta, no que se refere ao gasto de papel, fita de maquina,(antes), deslocamento etc, pois venho de uma época em que não se falava em taxa, investimento, contribuição ou qualquer forma de pagamento nas atividades espíritas,pelo que tive a felicidade de participar, sem qualquer despesa, de grandes acontecimentos, na qualidade de espectador. Rercordo que os confrades brasileiros ofereciam suas residencias aos participantes de congressos, para facilitar a presença física dos interessados residentes, reduzindo-lhes as despesas. No dizer de alguns defensores da cobrança, agora, porem, "os tempos são outros". Eles argumentam que aluguel de determinados lugares é muito caro. Mas os que divergem desse ponto de vista,por estar em concordancia com os ensinamentos do Divino Mestre, alegam que tais acontecimentos deveriam ser realizados em instituições espíritas que dispõem de grandes salas, como por exemplo, a FEEB e o teatro espírita Leopoldo Machado, cujos presidentes poderiam ceder o espaço físico. Assim, não haveria necessidade de pagamento, o que só se justificaria nos casos de eventos musicais, teatrasis, bingos, bazare e outras modalidades de arrecadar fundos destinados às obras sociais dos centros, porem jamais em se tratando da exposição de assuntos da Doutrina. Os argumentos variam, a favor e contra a cobrança. E, para responder à última pergunta que me foi dirigida, informo que nunca participei desses eventos pagos, tanto na qualidade de conferencista, como na de assistente. Evito-os, não por avareza, pois que poderia utilizar minha posição de jornalista para assistir a eles gratuitamente. Contudo, prefiro isolar-me de tais encontros, mas reconheço que eu não posso servir de modelo, razão pela conclamo os espíritas para que adotem a posição ditada por suas consciencias, pois "cada um será julgado segundo sus obras".(Gilberto Santos é jornalista e trabalhador do centro espírita Lar João Batista/Ba).
MOMENTOBRASILCOM.COM(Comenta):
Há algum tempo fui indagado, a respeito de publicar matérias espíritas, aos finais de semana e, a quantidade do autor acima. Ocorre que, tambem sou adépto da Doutrina Espírita, trabalhador mediúnico no Gecal-Gr. Espirita Caminho da Luz e, o mais importante: apesar do Gilberto ter sido colega de sala, nossas convicções, ideias, argumentos e opiniões sobre confrades e a doutrina, são bastantes semelhantes.(o grifo da frase final é nosso).

4 comentários:

angela disse...

Interessante como tudo vai ficando comercial. è necessário ter cuidado.
abraços

Maria José disse...

Concordo inteiramente com a postura de ambos os jornalistas e espíritas. Se começarem a cobrar pelos eventos espíritas, estaremos em discordância com o que nos é ensinado nas casas espiritas. Grande abraço.

Maria José disse...

Roy Lacerda. Obrigada por suas palavras incentivadoras no Arca. Elas me fortalecem. Grande abraço.

Rooney Januario disse...

O dinheiro arrecadado na cobrança das palestras espíritas deve ser destinado a melhoria da instituição ou ajuda aos necessitados.