sábado, 1 de maio de 2010

FALSOS DOUTRINADORES (I)

O titulo que encima o presente trabalho pode parecer ofensivo, mas o leitor há-de me dar razão após a leitura deste e dos próximos artigos, para os quais chamo a atenção das pessoas sérias que procuram pautar suas vidas segundo as normas ditadas pelo Espiritismo. Por mais absurdas que pareçam, as histórias são reais e vou contá-las para que os confrades observem coo andam algumas casas espíritas, em matéria de doutrinadres e dirigentes de sessões.Suprimo nomes das pessoas e dos centros envolvidos, pois seria faltar com a caridade apontá-los,mas sugiro que medidas corretvas sejam adotadas, afim de que t~qo deprimentes ocorrências não se repitam. Inúmeros confrades entendem ser necessárias a publicação destes tristes fatos por mim vividos em centros espíritas,mas chamo atenção dos que me honram com suas leituras no sentido de entenderem que não tenho a pretenção de escarnecer dos oradores. O que deseo é melhorar o nível dos trabalhos, evitando que pessoas despreparadas ocupem a tribuna para pregar sem o necessário coinhecimento e a devida vivencia da Doutrina. Começo lembrando a palestra que uma senhora, de nível superior, realizou citando seus pais, que vieram morar em Salvador, nada trazendo senão "a roupa do corpo" e que, anos depois, tinham tudo,inclusivebons imóveis e os filhos diplomados. Ao final, ela enterneceu a riqueza, puxou uma carteira da bolsa, mostrou algumas cédulas e aconselhou os espectadores para que andassem sempre com notas de alto valaor porque, assim fazendo, estariam atraindo mais dinheiro. Esta loucura, meus amigos, foi dita em nome do Espiritismo, durante uma hora. E o pior é que, depois de tanta asneira, o dirigente dos trabalhos agradeceu àquela senhora "pela brilhante palestra",o que demonstra que tambem não entendia de Espiritismo. Conhecí um senhor que tinha mania de falar, masnão possía o menor preparo,o que o impedia de, vez por outra, apresentar-se em alguns centros e efetuar palestras. Certa noite, ele começou a discorrer sobre Moisés, afirmando que o dito profeta atravessou o Mar Negro, quando a Biblia o Mar Vermelho. Até aí, contudo, poderemos considerar que ele estava nervoso e cometeu um lápso,mas quando falou sobre a parábola do bom samaritano, não auentei mais. Segundo o pretenso orador, um homem foi maltratado por ladrões e ficou estirado na estrada, por onde caminhava um samaritano, que lhe prestou socorro. Antes, porém, passaram, indiferentes, um levita e 'um padre da Igreja Católicai"! Gargalhadas estrondosas ecoaram na plateia e foi aí que eu interferí, explicando tratar-se de um sacerdote do templo judaico, pois na época em que Jesus contou a parábola ainda não havia a dita igreja. Ele sorriu e pediu desculpas. Felizmene, a direção da casa não agradeceu "pela brilhante palestra",como no caso anterior. Meses depois, em outro centro, mesmo 'doutrinador' começou a falar sem conhecimento do tema proposto e, ao fim de 15 minutos,olhou para a plateia e exclamou"È só o que eu sei!". Em seguida, sentou-se, e a diretora dos trabalhos da noite não teve outra alternativasenão preencher os 45 minutos restantes. è triste admitir que tants tolices foram proferidas de um púlpito espírita. No próximo domingo, continuarei este relato. (Fonte: A TARDE/Gilberto Santos)).
Obs: o autor tambem é jornalista e trabalhador do Centro Espírita Lar João Batista(SSA).
MOMENTOBRASILCOM.COM(Comenta):
Os fatos narrados pelo colega e confrade, infelizmente ocorrem em todo o país.

3 comentários:

Meri Pellens disse...

Ótima postagem! Obrigada pela partilha, bjos.

Maria José disse...

A Doutrina Espírita, ou Espiritismo não tem um órgão centralizador, como ocorre, por exemplo, na Igreja Católica. Há apenas os princípios básicos que sustentam a Doutrina, ou seja: a existência de Deus, dos Espíritos, a possibilidade da comunicação com eles, a existência do mundo espiritual, da Lei de causa e efeito, a reencarnação etc. Um fato é extremamente importante: a seriedade com que os trabalhos são feitos nas casas espíritas. E para que isso seja atingido, é preciso muito estudo, dedicação, bom senso, humildade para que as atividades doutrinárias sejam executadas a contento. É importante relatar fatos como esses, para que as pessoas sintam a seriedade de uma verdadeira Casa Espírita, que muitas vezes, por preconceito, é confundida com outras seitas. Grande abraço.

angela disse...

É importante falar sobre essas coisas para que as pessoas se preparem melhor para falar e para ouvir também.
abraços