quarta-feira, 31 de março de 2010

O BEIJO DA EX-GUERRILHEIRA E SUA LULODEPENDENCIA.

Saiu do forno uma nova pesquisa do Datafolha. Expõe dois fenômenos: a resistência de José Serra e a lulodependência de Dilma Rousseff. No intervalo de um mês, a dianteira de Serra, que havia se reduzido a quatro pontos percentuais, foi dilatada para nove pontos. Dilma, que percorria curva ascendente, estacionou. É a primeira pesquisa na qual ela não pontua para o alto. O candidato tucano foi de 32% para 36%. Retorna aos patamares de dezembro, mês em que amealhara 37%. A presidenciável petê escorregou um ponto percentual. Oscilou de 28% para 27%. Manteve-se abaixo do patamar historicamente atribuído ao PT: 30%. A margem de erro da pesquisa é de dois pontos –para mais ou para menos. Significa dizer que Serra teve crescimento real. E Dilma ficou onde estava. Os dados são quentes como pães do dia. Os pesquisadores do Datafolha foram às ruas na quinta (25) e na sexta (26). A sondagem do mês passado deixara nos lábios do petismo o doce sabor da perspectiva de ultrapassagem. Ficara-se com a impressão de que, carregada por Lula e superexposta nos pa©mícios, Dilma estava na bica de assumir a dianteira. O petista mais pessimista dava de barato que Dilma obteria na pesquisa seguinte, no mínimo, o empate técnico. Deu-se o oposto. A despeito de frequentar uma vitrine menor –de dimensão estadual— e de ter demorado a assumir-se como candidato, Serra recuperou terreno. A sete meses da eleição, os números ainda prenunciam uma briga renhida. Serra vai ao ringue armado de sua biografia. Dilma sacode o manto da continuidade.Na próxima semana, o embate ganha novos ares. Os contendores terão de deixar os cargos de governador e de ministra. A nova fase tende a estabelecer um cenário de paridade de armas. Gradativamente, Dilma terá de descer dos ombros de Lula. No dizer do próprio presidente, a candidata terá provar-se capaz de “caminhar com as próprias pernas”. Surge, então, a pergunta: conseguirá Dilma livrar-se da “lulodependência”? O sucesso está atrelado à resposta. Parecer da Advocacia-Geral da União autoriza Dilma a manter os pés nos pa©lanques até junho, quando sua candidatura será aprovada em convenção. Porém... Porém, a Justiça Eleitoral, normalmente cega, emite sinais de que achou a lente de contato. Já impôs a Lula um par de multas: R$ 5 mil e R$ 10 mil. Há ainda três ações da oposição pendentes de julgamento no TSE. Na semana que vem será protocolada uma quarta. A manutenção da tática de converter atos oficiais em pantomimas eleitorais impõe, além do custo monetário, o risco da desmoralização política. O PT esboça reação. Ameaça inundar o TSE com ações contra Serra. Mas já assimilou a ideia de que terá de refrear o escracho. Lula não vai esconder a musculatura. Usará, nos limites do possível, o tônus da popularidade para erguer sua candidata. Emerge, então, a segunda pergunta-chave: até onde vai a capacidade de transferência de prestígio do líder superpopular? Em conversa com o repórter, um dirigente do PT foi buscar na oposição argumentos para sustentar o raciocínio de que Dilma está como que condenada a crescer. Chamou a tese de “efeito Gilberto Kassab”. Disse: “Na eleição de 2008, o prefeito do PFL [DEM] tinha 3% nas pesquisas e uma gestão bem avaliada...” “...À medida que a campanha foi avançando, o percentual do candidato encostou no índice de avaliação do prefeito. E ele venceu a eleição...” “...Pelas mesmas razões, o percentual de intenções de voto da Dilma tende a se aproximar dos índices de aprovação do governo Lula”. O argumento, por lógico, não é negligenciável. Mas parece esbarrar, por ora, numa diferença: na sucessão presidencial, a candidata é Dilma, não Lula. Por mais que o cabo-eleitoral ajude, a candidata terá de socorrer a si própria, livrando-se do vício da dependência. De resto, só o tempo dirá se vai funcionar a estratégia de Serra. Está escorada em dois pilares: o confronto de biografias e o reconhecimento do óbvio. A segunda estaca passa pelo reconhecimento dos êxitos de Lula. Serra dirá: o que é bom será mantido. E tenho mais experiência para aperfeiçoar e avançar. No mais, é preciso saber que jogo pretende jogar Ciro Gomes (PSB). Em dezembro, tinha 13%. No mês passado, cravou 12%. Agora, dispõe de 11%. Se Ciro abandonar o ringue, crescem as chances de uma definição em primeiro turno. Terá mais chances quem for capaz de capturar-lhe os votos. Quanto a Marina Silva (PV), estacionada em 8% desde dezembro, parece fadada ao papel de figurante.(Fonte:Folha/Josias Souza).
MOMENTOBRASILCOM.COM(Comenta):
A matéria acima expressa em sua totalidade, os pontos que mostramos e comentamos há algum tempo. O predidente Lula carregando sua candidata nos ombros e o seu desejo de usar de todas as maneiras a máquina administrativa brasileira, abrindo os cofres e derramando a grana que for necessária para manter a "continuidade" do seu governo.

2 comentários:

angela disse...

O beijo lembra bem outro beijo: o de judas

Silvana Nunes .'. disse...

Boa noite.
Interessante o seu espaço. Vou explorar com mais calma.
FOI DESSE JEITO QUE EU OUVI DIZER... deseja um bom feriado para você.
Fique na PAZ !
Saudações Educacionais !