segunda-feira, 15 de março de 2010

ARMAÇOES & CONCHAVOS.

Lula já definiu com a direção do PMDB os nomes dos substitutos dos ministros do partido que deixarão o governo para tentar a sorte nas urnas.O ministro Reinhold Stephanes, da Agricultura, será substituído pelo presidente da Conab (Cia Nacional de Abastecimento). Chama-se Wagner Gonçalves Rossi. É apadrinhado do deputado Michel Temer (SP), presidente da Câmara e do PMDB.O comando da pasta da Integração Nacional será confiado a João Reis Santana Filho, secretário-executivo do atual ministro, Geddel Vieira Lima.Vai à cadeira de ministro de Minas e Energia Marcio Zimmermann, secretário-executivo do ministro Edson Lobão.Diferentemente de Lobão, um neófito no setor, Zimmermann é técnico tarimbado. Já passou pela Eletrosul e pela Eletrobras. Antes de ser alçado à função de secretário-executivo, Zimmermann respondera pela secretaria de Planejamento e Desenvolvimento Energético da pasta.Chegou ao ministério em 2003, trazido por Dilma Rousseff. Depois, foi “adotado” por dois mandachuvas do PMDB do Senado: José Sarney (AP) e Renan Calheiros (AL).Resta definir o nome do substituto do ministro das Comunicações, Hélio Costa. O titular indicou o seu chefe-de-gabinete, José Artur Filardi Leite. Porém...Porém, Lula torceu o nariz para a indicação de Hélio. Considerou o nome de Filardi demasiado inexpressivo.Lula manifestou sua aversão ao nome em reunião, na última quinta (11), com Temer, Sarney e o líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR).Ficou entendido que o PMDB terá de indicar outro nome para a substituição de Hélio Costa.O sócio majoritário do consórcio governista controla outros dois ministérios. Mas José Gomes Temporão (Saúde) e Nelson Jobim (Defesa) permanecerão nos cargos.
Lula embarcou neste sábado (13) para o Oriente Médio. A viagem começa por Israel, evolui pelos territórios palestinos e termina na Jordânia. O retorno a Brasília está previsto para a próxima sexta (19). Estima-se que o Aerolula pousará em Brasília no meio da madrugada, ao redor de 3h30. Na segunda (22), descerá ao front político com a disposição de pacificar as relações entre PT e PMDB nos Estados.Vai cuidar, primeiro, da encrenca que considera mais espinhosa e prioritária: a de Minas Gerais, o segundo maior colégio eleitoral do país. Senador licenciado, Hélio deseja comparecer às urnas de Minas como candidato a governador. Tomado pelas pesquisas de hoje, é favorito. Porém...Porém, o próprio ministro reconhece, entre quatro paredes: sem o PT, será candidato à derrota. Precisa retirar de seu caminho os dois petistas que, como ele, se declaram candidatos à sucessão do tucano Aécio Neves: Patrus Ananias e Fernando Pimentel.Mais do que isso: Hélio precisa atrair o petismo mineiro para o seu palanque. Na conversa de quarta, ganhou um aliado de peso.Lula deixou claro que, no pano verde mineiro, suas fichas serão puxadas para o lado do PMDB:“Sua presença [nas pesquisas] é forte, está muito bem. Merece e deve ser candidato. Conte comigo”, disse o presidente ao ministro pemedebê.Chamará para o encontro o preferido Hélio Costa e o par de petistas que disputam com ele: Patrus, ministro do Bolsa Família; e Pimentel, ex-prefeito de BH.Será, no dizer de Lula, um encontro de “definições”. Acha que se esgotou a fase do deixa-como-está-para-ver-como-é-que-fica.Aproxima-se o fatídico 3 de abril. Nesse dia, os ministros-candidatos terão de trocar a Esplanada pelos palanques. Daí a pressa.No plano esboçado pela direção do PT, Patrus iria ao Senado. Pimentel coordenaria a campanha de Dilma, com a promessa de ocupar um ministério num eventual governo companheiro.E quanto ao vice? O petismo deseja acomodar do lado de Hélio Costa o deputado federal Virgílio Guimarães (PT-MG).Resolvida a pendência de Minas, Lula vai cuidar de outras encrencas. PMDB e PT se estranham em pelo menos mais quatro Estados: BA, PA, MS e CE.Metade dos problemas estará resolvida a partir da definição de como vai funcionar a política de duplo palanque que se pretende adotar nos Estados em que os sócios de Dilma Rousseff medirão forças.Lula já absorveu como coisa definitiva a idéia do convívio com os dois palanques. Mas o PMDB quer definir melhor as coisas.Lula pisará nos dois palanques ou reservará a tarefa apenas para Dilma? Ambos levarão a cara à propaganda televisiva ou só a candidata vai aparecer?Em conversas com os negociadores do PMDB, o ministro Geddel Vieira Lima (Integração Nacional) pronunciou a palavra que será repetida a Lula: “Igualdade”.Para o PMDB, o que for feito para um terá de ser repetido para o outro. Geddel enfrentará na Bahia o projeto reeleitoral do petista Jaques Wagner, velho amigo de Lula. Nos seus diálogos privados, o ministro pemedebê resume assim o drama: “Os acordos terão de ser políticos, não na base da amizade. Até porque o pemedebista mais amigo de Lula jamais será tão amigo quanto o menos amigo do PT”.Daí a intenção do PMDB de arrancar de Lula um rol de compromissos que promova a igualdade de armas entre os aliados de conveniência e os amigos históricos.(Fonte:Josias de Souza).
MOMENTOBRASILCOM.COM(Comenta):Nas matérias acima, estão desenhadas as ações políticas do palacio do planalto e aliados. Decisões doravante serão traçadas, acertadas e tomadas nas caladas das noites e, preferencialemente nos subsolos.

Um comentário:

TRIBUNA-BRASIL.COM (O Indignado) disse...

Roy, a massa do bôlo continua sendo a mesma. Inverte-se apenas a ordem de colocação dos ingredientes e o aumento do fermento(maior numero de corruptos). A 'mina de ouro Brasil', continua sendo devidammente explorada e com escritório central em Brasília. (O INDIGNADO).