quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

RELAX de FIM de ANO!




Uma dupla notável!

RELAX de FIM de ANO!



Encerrando o ano com "chave de ouro"

RELAX de FIM de ANO!



Mexendo com emoções!

RELAX de FIM eANO!





Em rítmo do bom samba!

RELAX de FIM de ANO!




Matando saudades!

segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

O FAZ DE CONTAS DA JUSTIÇA.

A Justiça na UTI :
APÓS SUCESSIVAS intervenções jurídicas incomuns encontra-se agonizando, em estado grave, um dos mais escabrosos casos de corrupção e crimes de colarinho branco de que se teve notícia no Brasil. A Operação Satiagraha surpreendeu o país. Nem tanto pelos crimes (corrupção, lavagem de dinheiro e outros), velhos conhecidos de todos, mas sim pelas manifestações de autoridades e de instituições públicas e privadas em defesa dos investigados. Nunca se viu tamanho massacre contra os responsáveis pela investigação e julgamento do caso. Em vez do apoio à rigorosa apuração e punição, buscou-se desacreditar e desqualificar a investigação criminal colocando em xeque, com ataques vis e informações orquestradas e falaciosas, o sério trabalho conjunto do Ministério Público Federal e da Polícia Federal, bem como a atuação da Justiça Federal. O poder tornou vilões os que sempre se pautaram por critérios puramente jurídicos e recolocaram a questão no campo técnico, no cumprimento do dever funcional. Pouco se fala dos crimes e dos verdadeiros réus. Em julho de 2008, decretou-se a prisão dos investigados pela possibilidade real de orquestração e destruição de provas. A prisão preventiva do cabeça da organização foi criteriosamente determinada em sólida decisão, embasada em documentos e em fatos confirmados nos autos, como a grande soma de dinheiro apreendida com os investigados, provando ser hábito do grupo o pagamento de propinas a autoridades. Apesar de tantas evidências, o presidente do STF revogou a prisão por duas vezes em menos de 48 horas. Os fatos criminosos, gravíssimos, foram ignorados. Pateticamente, o plenário do STF referendou o "HC canguru" (aquele habeas corpus que pula instâncias) e voltou-se contra o juiz, mas sem a anuência dos ministros Joaquim Barbosa e Marco Aurélio -este, aliás, o único que leu e analisou minuciosamente as decisões de primeiro grau. Iniciou-se um discurso lendário, inconsequente e retórico para incutir, por repetição, a ideia da existência de um terrível "Estado policialesco" e da "grampolândia" brasileira, uma falação histriônica a partir de um "grampo" que jamais existiu. Alcançou-se o objetivo de afastar policiais experientes, de trabalho nacionalmente reconhecido e consagrado: o então diretor da Abin foi convidado a deixar o cargo; o delegado de Polícia Federal que presidiu o inquérito foi afastado das funções e corre risco de exoneração. Outra vertente é aniquilar a atuação da Justiça de 1º grau, afastando o juiz. Cada decisão técnica, porque contrária aos réus, passou a ser tachada de arbitrária e parcial. Muitas foram as armadilhas postas para atacar pessoalmente o juiz e asfixiar a atividade da primeira instância, por meio de centenas de petições, habeas corpus, mandados de segurança e procedimentos disciplinares. No apagar de 2009, duas decisões captaram a atenção da comunidade jurídica. A primeira, pelo ineditismo: na Reclamação 9324, ajuizada diretamente no STF, alegou-se dificuldade de acesso aos autos. O juiz informou ter deferido todos os pedidos de vista. Sobreveio a inusitada liminar: o ministro Eros Grau determinou que todas as provas originais fossem desentranhadas do processo (!) e encaminhadas ao seu gabinete. Doze caixas de provas viajaram de caminhão por horas a fio e agora repousam no STF. A segunda foi a liminar dada pelo ministro Arnaldo Esteves Lima (STJ, HC 146796), na véspera do recesso. Por meio de uma decisão pouco clara e de apenas 30 linhas, apesar da robusta manifestação contrária da Procuradoria-Geral da República, todas as ações e investigações da Satiagraha foram suspensas e poderão ser anuladas, incluindo o processo no qual já houve condenação por corrupção. A alegação foi de suspeição do juiz, rechaçada há mais de um ano pelo TRF-3ª Região. Curiosamente, o réu não recorreu naquela ocasião. Preferiu esperar dez meses para impetrar HC no STJ, repetindo a mesma tese. As duas decisões são secretas. Não foram publicadas e não constam dos sites do STF e do STJ. Juntas, fulminam uma megaoperação que envolveu anos de trabalho sério. Reforçam a sensação de impunidade para os poderosos, que jamais prestam contas à sociedade pelos crimes cometidos. Espera-se que os colegiados de ambas as cortes revoguem as decisões e permitam o prosseguimento dos processos. A sociedade precisa de segurança e de voltar a ter confiança na Justiça imparcial, aquela que deve aplicar a lei a todos, indistintamente.//(Fonte:FOLHA/JANICE AGOSTINHO BARRETO ASCARI é procuradora regional da República e ex-conselheira do Conselho Nacional do Ministério Público.).
MOMENTOBRASILCOM.COM(Comenta):
Vergonhosa mas real a atuação de todo o judiciário brasileiro. O jogo de cena é constante. A representação teatral altamente ensaiada, traz o foco do 'teatro' para a imprensa noticiar possíveis punições que os atores sabem de antemão que as leis jamais serão aplicadas. De jusriça, mesmo, apenas a imagem vendada e o letreiro.


domingo, 27 de dezembro de 2009

RELAX de FIM de SEMANA (Dominical)


EL ROMÂNTICO!

sábado, 26 de dezembro de 2009

RELAX de FIM de SEMANA (Sàbado)

REVIRANDO O BAÚ!


RELAX de FIM de SEMANA (Sábado)


REMEXENDO O FUNDO DO BAÚ!

sexta-feira, 25 de dezembro de 2009

FELIZ NATAL & BOAS FESTAS!

A BAIANÍSSIMA!!

BOAS FESTAS!

BOAS FESTAS!!!! (ORQUESTRADO)

BOAS FESTAS !



quinta-feira, 24 de dezembro de 2009

BRINDEMOS AO NASCIMENTO DE JESUS!





FELIZ NATAL!


A TODOS OS AMIGOS/LEITORES UM NATAL TRANQUILO, CHEIO DE HARMONIA E PAZ! SÃO OS VOTOS DESTE EDITOR.

CONSCIENTIZAÇÃO!!!


Que ao festajar-se o nascimento do Cristo, lembremo-nos tambem de 'bestialidade' humana. QUE OS HOMENS SEJAM INTELIGENTES E PROMOVAM SEMPRE A PAZ entre rmãos!

quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

O 'PAPAI NOEL do PLANALTO!

NO MORRO DO ALEMÃO E EM MANGUINHOS, LULA, CABRAL E DILMA METEM DINHEIRO NA MEIA, NA CUECA, NA BOLSA…
O presidente Lula, a candidata à Presidência pelo PT, Dilma Rousseff, e o governador Sérgio Cabral (PMDB), que vai disputar a reeleição, participaram ontem da inauguração de apartamentos no Morro do Alemão e em Manguinhos, no Rio. Fizeram campanha eleitoral aberta, clara, rasgada. E ilegal! Eis o problema: a lei deixou de ser uma referência para a política e para os políticos. Ao contrário: quando alguém se lembra de cumpri-la, certos setores são tomados de verdadeira indignação… cívica!!! Quando políticos usam recursos públicos, a exemplo do que o grupo fez ontem, em benefício de seu partido ou das próprias candidaturas, estão, de modo oblíquo, metendo dinheiro na meia, na cueca, na bolsa de couro. Trata-se de uma apropriação de recursos públicos. E é por isso que a lei coíbe tal prática. Pior ainda: os discursos de Lula e Dilma são um primor de autoritarismo e de desprezo pela democracia. O de Cabral, como de hábito, faz a política parecer um circo, de que ele é o Torresmo //(Fonte:VEJA/Reinaldo Azevedo)//.
MOMENTOBRASILCOM.COM(Comentário):
Não conheço pessoalmente o Reinaldo. O ví em algumas oportunidades em eventos ou cobertura.
Mas sou fã incondicional da sua postura , inteligencia e a forma como exerce a profissão. Sei tambem que receberei alguns e-mails pejorativos pela tietagem. Os cães ladram, e a caravana passa! Quanto a materia, uma vez mais expressando a pura realidade dos aproveitadores políticos e, em especial o uso da "maquina governamental" pelo presidente que pensa ser o mais ético e moralista dos brasileiros.

segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

CUSPINDO "MARIMONDOS".

Olá! Querido Roy:
Trabalho para uma empresa privada aqui em BSB como desenvolvedora e sou parte da equipe que mantém o site interno, a Intranet. Como brasilienses somos o povo mais odiado do Brasil, também em parte devido a imprensa, que nos coloca a todos no mesmo saco imundo. Por exemplo, não sou funcionária pública, não sei o quanto trabalham por lá. Mas uma coisa eu sei: nunca recebi nem um dos presentes que tanto falam. Claro, não pertenço a alta roda brasiliense e tão pouco a classe desfavorecida, para receber presentões ou presentinhos (não quero dizer que todos dessas classem recebam) E trabalhamos muito, eu e meus amigos todos! Ganhar um salário mais alto é justo, uma vez que BSB tem o custo de vida mais elevado do Brasil. Isso vai de acordo com os salários dos políticos que todos pensam que gastam o seu dinheiro todo aqui. Não! Eles gastam em sua terra Natal. Também, não gastam com mais nada: moradia, água, energia, escola, gasolina.. tudo nós pagamos para eles, nós brasilienses pobre mortais, também!! Eu pago 2200 reais de aluguél por um apartamento de 72 m², no Plano Piloto, claro! Pois é inviável para eu trabalhar aqui e morar em outro lugar. Por isso nunca sobrou para comprar um apê por aqui. Um igual ao que moro custa em torno de 560 mil. Nos odeiam, mas todos querem fazer parte da julgada festa brasiliense, os concursos provam isso. Gente a não acabar mais, disputando poucas vagas em concursos dificílimos. Não julgo, as pessoas devem procurar boa vida, mas não sabem o quanto é ilusória essa vida. Vivemos bem, principalmente quem mora na áreas pivilegiadas de Brasília, me considero uma dessas pessoas. Vim pra cá por causa do pai de meu filho que passou em seleção interna na empresa para a qual trabalha. Amo essa cidade que me deu oporutunidades, penso que devemos estar bem onde tiramos o nosso sustento. Mas nada de regalias, mordomias, presentes e etc.. ninguém paga nossas contas, as mais caras desse país. É a outra BSB, que não parece na TV. Então, porque nos colocam no mesmo saco? Quanto ao "Seguidores", é coisa do Blogger, cada dia há uma novidade, amigo! Tem dias que os seguidores somem, todos! E para postar um vídeo convertido? Afe! Precisamos mudar o template para um simples, pois o outro eu havia modificado bastante e deu pane!
Querido, com esse e-mail, espero ter lhe apresentado um pouquinho da verdadeira BSB. Está convidado a nos conhecer melhor. Sei que deve nos conhecer, mas aposto que não tão bem. Abraços fortes. Um ótimo Natal e um iluminado Ano Novo. Desejos, meus e de Carlinha. Adoramos o seu blog. Quebre tudo!
MOMENTOBRASILCOM.COM(Comenta):
Trata-se do desabafo de uma leitora/blogueira, em resposta a um convite do CPI-BRASIL.COM. O estamos publicando aqui em virtude da resposta ter sido endereçada a este Editor/Redator.

domingo, 20 de dezembro de 2009

RELAX de FIM de SEMANA (Dominical)2


RELAXde FIM de SEMANA (Dominical)

Atendendoao pedido da mineira mais "KANDANGA" que conhecemos.

RELAX de FIM de SEMANA (Dominical)

Umshow a parte.

RELAX de FIM de SEMANA (Dominical)




Alguns vão ter bôas recordações!

RELAX de FIM deSEMANA(D







Atendendo ao leitor GILMAR SANTOS.

sábado, 19 de dezembro de 2009

RELAX de FIM de SEMANA (Sábado)

Novo atendendo a pedidos!

RELAX de FIM de SENANA (Sábado)

Música para ouvire relaxar, voltando no tempo.

RELAX de FIM de SEMANA



Uns "DEMÔNIOS da GARÔA".

quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

AS 'LULÍADAS'

Da República, a República tem um presidente e um vice-presidente que não têm diploma universitário. Possivelmente, se nós tivéssemos, poderíamos fazer muito mais.'
Fonte:Primeira Leitura 13/09/2003 e Radiobrás .
Lula Poligrota, digo, Poliglota
:
'Estou otimista porque estamos reduzindo as taxas de interesses dentro do Brasil.' Falando à Cúpula das Américas em Moterrey, a 13 de janeiro de 2004. 'Tasa de interés' significa, em espanhol, taxa de juros. 'Taxas de interesse não significa nada em língua alguma. Fonte: Estadão -13 de janeiro de 2004 .
Lula Oportuno:
'Há males que vêm para bem'. Ao agradecer ao presidente da Rússia pelo apoio que seu país estava dando às investigações do acidente de Alcântara, quando morreram 19 técnicos.
Fonte: Vários jornais .
Lula Matemático :
'Aprendi a contar até dez, apesar de só ter nove dedos, que é para não
cometer erros. Um erro em qualquer outro governo é mais um erro.
No nosso, não pode acontecer.' Lançamento do Plano Safra para a Agricultura Familiar, em 24/07/2003). Fonte: Vários jornais .
Lula Nostradamus:
'Não tem geada, não tem terremoto, não tem cara feia. Não tem Congresso Nacional, não tem um Poder Judiciário. Só Deus será capaz de impedir que a gente faça este país ocupar o lugar de
destaque que ele nunca deveria ter deixado de ocupar.' Em discurso na CNI, Confederação Nacional da Indústria:
Lula Legislador :
'Tem lei que pega e tem lei que não pega. Essa do Primeiro Emprego não pegou'. Fonte: www.estadao.com.br/ext/politica/palavra.htm .
Lula Mártir:
'O bom de ser governo é do dia em que você é eleito até a posse. Depois, é só problemas.' (ou pobremas...) Discurso em 24 de março de 2004 .
Lula Bíblico:
'Se fosse fácil resolver o problema da fome, não teríamos fome.'... Deus pôs os pés aqui (no Brasil) e falou: 'Olha, aqui vai ter tudo. Agora, é só homens e mulheres terem juízo que as coisas vão dar certo'.' Falando na abertura da Expo Fome Zero, em 10 de fevereiro de 2004 Fonte: Site da Radiobras, 10/02/2004 .
Lula Nostradamus II :
'Será o maior programa social já visto na face da Terra.' Falando no Pará sobre o Bolsa-Família, em 26 de fevereiro de 2004. Fonte: FolhaOnLine, 27/02/2004 .
Lula Prodígio:
'Eu sou filho de uma mulher que nasceu analfabeta.' Falando no Dia Internacional da Mulher, em 8 de março de 2004. Fonte: Radiobrás da data e vários jornais.
Lula Sutil:
(como uma manada de hipopótamos ou mamutes...).'Estou com uma dor no pé, mas não posso nem mancar, para a imprensa não dizer que estou mancando porque estou num encontro com os companheiros portadores de deficiência'. Encontro com atletas paraolímpicos, em dezembro de 2003. Fonte: Unifolha de Campo Grande, 02/12/1002 e Tribuna da Imprensa, 04/12/2003.
Lula Sensível II :
'O objetivo (desta competição) é conquistar vagas para os jogos paraolímpicos de Antenas (sic), em 2004, nas modalidades basquete, vôlei masculino e feminino e adestramento. E aumentar a quantidade de vagas em atletismo, natação, ciclismo e esgrima'. 'Todos vocês vão competir a
uma vaga para Antenas (sic)? E quem é que acha que vai ganhar? Levante a mão aí para ver'.
Fonte: Unifolha, 02/12/2003.
Lula Ecumênico:
'Um brinde à felicidade do presidente Al Assad'. O presidente sírio não se levantou nem ergueu a taça porque os muçulmanos não ingerem bebidas alcoólicas. Fonte: Tribuna da Imprensa,04/
12/2003 .
Lula Ficção:
'Quando Napoleão foi à China'.
Citado por Miriam Leitão, em O Globo, 01/05/2004 e lido em vários jornais
Lula Cavalheiro:
'... a galega (a primeira-dama Marisa Letícia Lula da Silva) engravidou logo
no primeiro dia, porque pernambucano não deixa por menos'. Na Fenadoce, em Pelotas,
17/06/2003. Fonte: Vários jornais.
Lula Politizado :
'Daqui a dois ou três anos possivelmente não estaremos aqui, talvez sejam
outros. E nem será o Tony Blair que estará convidando, será outra pessoa'.
Em reunião de Chefes de Estado em Londres, onde o regime é parlamentarista e o mandato do primeiro-ministro não tem prazo para acabar.
O Globo, 15/07/2003 e jornais do mundo inteiro.
Lula Diplomático II:
'Um país que constrói um monumento daquela magnitude tem tudo para ser mais
desenvolvido do que é atualmente.' Na Índia, referindo-se ao Taj Mahal, em 29 de janeiro de 2004. Citado por Miriam Leitão, em O Globo de 01/05/2004.
Lula Patriota:
'Em qualquer lugar do mundo que eu vou, eu tenho que levar flores ao túmulo do herói nacional. No Brasil não tem.' Falando em 19 de julho de 2004 no lançamento da campanha
'O melhor do Brasil é o brasileiro'. Fonte: Site da Radiobrás e vários jornais .
Lula Controverso:
'Pobre do país que precisa de heróis para defender a dignidade.
Pobre do país que precisa de mártires para defender a liberdade ou de mortos para defender a vida.' Falando em 29 de junho, na abertura da Conferência Nacional dos Direitos Humanos.
Fonte: Site da Radiobras e vários jornais.
Lula Filósofo:
'O governo tenta fazer o simples, porque o difícil é difícil.'
1ª Conferência Nacional do Esporte, em 17 de junho de 2004.
Fonte: Folha de São Paulo, 18/07/2004 .
Lula Poeta :
"O Atlântico é apenas 'um rio caudaloso, de praias de areias brancas',
que une os dois países." Falando no Gabão sobre a aproximação entre o Brasil e aquele país.
Fonte: O Estado de São Paulo, 27/07/2004 .
Lula Antenado:
'Cumprimento o presidente da Mercedes-Benz... Pois eu quero dizer na frente do presidente da Mercedes-Benz (...)' Falando no Palácio do Planalto, em 6 de fevereiro de 2 004, ao presidente
mundial da General Motors, Richard Wagoner. Fonte: Folha OnLine de 07/02/2004 .
Lula Geográfico:
'... isso é para dar inveja a todo o argentino, desde a Patagônia até a Terra do fogo...'///.
MOMENTOBRASILCOM.COM(Comenta):
Próximo capítulo: Em 2010, "A CRUCIFICAÇÃO!"







quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

DOIDA, LOUCA E MALUCA!

MOMENTOBRASILCOM.COM(Comenta):

Declarações deste tipo só podem partir de pessoa portadora de total desequilíbrio mental. Particularmente, nada entendí. E ainda querem elegê-la Presidenta.

NA MÔSCA!

Pequininho, filosófico e profundo...
"... e a professora pergunta pra classe:
- Alguém pode me dizer qual o nome do filósofo grego, autor da
emblemática frase:
" Só sei que nada sei " ?
... e o Joãozinho gritou:
- Puuuutaqueooopariu, professora, não vai me dizer que o Lula, além de
tudo, é grego?!!!!! "
//.

MOMENTOBRASILCOM.COM(Comenta):
Tiro na môsca! Curto e caceteiro.


CASO ARRUDA: DESRESPEITO DOBRADO.

Senado deve arquivar sumariamente pedido de impeachment de Arruda:
O Senado vai rejeitar o pedido de impeachment do governador do Distrito Federal, José Roberto Arruda (sem partido), protocolado nesta segunda-feira pelo servidor público federal Altivo Fausto Martins. Como o servidor baseou o pedido em lei de 1986, anterior à Constituição de 1988 que instituiu a autonomia do Distrito Federal, a Casa deve arquivar a proposta sem dar prosseguimento à sua tramitação. Martins argumenta, no pedido, que o servidor público pode solicitar o afastamento do governador com base na lei 7.106 de 1986 --que fala que o Senado pode investigar crimes de responsabilidade cometidos pelo governador do Distrito Federal. Consultores legislativos do Senado, porém, afirmam que a lei não serve como base, uma vez que a Constituição de 1988 concedeu autonomia ao DF, sem que a localidade fosse diretamente subordinada ao Senado. Em 2001, o Senado arquivou pedido de impeachment contra o então governador do DF Joaquim Roriz (PSC), que teve o mesmo fundamento legal na sua sustentação. O servidor que apresentou o pedido chegou a recorrer ao STF (Supremo Tribunal Federal) para que a proposta vigorasse, mas o tribunal não acatou o pedido --o que abriu jurisprudência para que outros pedidos similares sejam arquivados. Na prática, o pedido de impeachment deve ser sumariamente arquivado, sem que chegue a tramitar pelas comissões permanentes da Casa. Foi o primeiro pedido de impeachment contra Arruda encaminhado ao Congresso Nacional desde que episódio do mensalão do DEM no Distrito Federal veio à tona. O governador é acusado de receber recursos do suposto esquema de pagamento de propina a aliados na Câmara Legislativa, levantados junto a empresas que prestam serviços ao governo do DF. Martins disse que apresentou o pedido de impeachment ao Senado porque considera que a Câmara Legislativa não tem isenção para analisar a permanência do governador. "Na Câmara Legislativa, há muitos envolvidos nesse episódio. No Senado, pode ter prosseguimento, mas os parlamentares vão analisar a lei", afirmou. O servidor negou ter qualquer vínculo partidário e disse que decidiu propor o impeachment para "cumprir o dever" de cidadão. "Não tenho nenhuma vinculação partidária, nem aspiração a candidatura de nada. Quero trabalhar como cidadão comum, para ver se o país perde a fama de imoralidade internacionalmente conhecida, com gente guardando dinheiro público em roupa íntima e outras coisas." //.
MOMENTOBRASILCOM.COM(Comenta):
Os larápios que se dizem políticos, vasculham manobras e artimanhas em todos os níveis das obsoletas leis brasileiras para safar-se impunimente dos crimes cometidos. Os deputados distritais (Assembleia Legislativa/DR),aprovam orçamento para 2010 e em plena crise politica,tabem o recesso até 11 de Fevereiro.Códigos Civil e Penal teem que ser atualizados. Reformas política e tributária, urgem. As leis do Brasil clamam por punições realmente severas, em nome da moralidade, respeito, ordem e progresso.

terça-feira, 15 de dezembro de 2009

A CONSCIÊNCIA DA CIÊNCIA!

Vida após a morte será tema de dissertação na PUC de São Paulo :
O assunto não tem nada a ver com religião, apesar de falar de vida após a morte. Sonia Rinaldi há mais de 20 anos pesquisa o assunto e prepara-se para um desafio hercúleo: levar para um ambiente totalmente cético algo que comumente é tratado com crença. Ela vai defender, a partir deste ano, uma tese de mestrado na PUC – Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, intitulada “Transcomunicação: Interconectividade entre Múltiplas Realidades e a Convergência de Ciências para a Comprovação Científica da Comunicabilidade Interplanos”, com a qual pretende comprovar que após a morte do corpo físico a consciência sobrevive. Essa consciência, segundo Sonia, classificada de vários nomes, mantém sua individualidade, história, aquisições morais e intelectuais, além de ter capacidade de comunicação com o mundo da matéria. Atualmente, como uma das coordenadoras do Instituto de Pesquisas Avançadas em Transcomunicação Instrumental, Sonia passa seus dias conectando aparelhos de gravação de áudio e vídeo, buscando contato com o que convencionamos chamar de “o outro lado da vida”.Para a pesquisadora, o fato deste tipo de abordagem adentrar o mundo acadêmico é uma conquista que só será percebida no futuro, mas que trará benefícios para toda a Humanidade: “É chegada a hora de sair da infância e encarar a realidade da nossa evolução contínua.”, diz Sonia. Acompanhe a entrevista exclusiva concedida por Sonia Rinaldi ao editor da NovaE. Após 20 anos de pesquisa, como a ciência clássica, baseada em conceitos da matéria, vem encarando o seu trabalho? A Ciência, de forma ampla, está longe de se interessar. Uns tantos cientistas mundo a fora vêm trabalhando no sentido de documentar a realidade da sobrevivência após a mortePorém, quer nos parecer que nenhum fenômeno é mais concreto - e, portanto, suscetível de toda sorte de análises e investigação, como requer a Ciência -do que a Transcomunicação Instrumental – ou seja, a comunicação com o Outro Lado da Vida através de gravações em computador e vídeo. Este ano de 2009 traz uma nova rota para nossa pesquisa, pois inicio Mestrado na PUC – Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, justamente para levar a Transcomunicação ao meio acadêmico, coisa que jamais ocorreu na História. Veremos, daqui a uns anos, o que teremos conseguido. Como foi o processo de aprovação de sua tese de mestrado, sobre este assunto tão avesso ao mundo acadêmico? Chegaram a me chamar na PUC para eu mudar minha tese, mas não aceitei. Tenho premência em conduzir a pesquisa conforme a proposta, pois minha tese não será simples – propus uma mega-tese multidisciplinar, pois já considerei o fato de que eu, sozinha, seria inapta para comprovar qualquer coisa. Propus a participação de engenheiros, físicos e matemáticos – todos com doutorado, para que sejam eles que avaliem, dentro dos parâmetros requeridos pela Ciência, que o fenômeno é real. A minha parte é levantar a ocorrência do fenômeno – a deles será endossar a autenticidade e – dentro das possibilidades –, tentar explicá-lo. Quem serão os maiores beneficiados com a comprovação científica da sobrevivência após a morte? A meu ver, a própria Humanidade, que deixará de se enganar. É como se fosse chegada a hora de sair da infância e encarar a realidade da nossa evolução contínua. Você pode explicar aos nossos leitores, em sua maioria, leiga neste assunto, o que seria a hipótese "sobrevivencialista" em contraposição à hipótese "psi"? Quem é a favor da sobrevivência após a morte vê a coisa como sendo o ser humano composto de um corpo e uma alma, ou espírito. Na morte do corpo físico, esse espírito ou consciência, prosseguiria na jornada. Esse é o ponto de vista dos espiritualistas. Já uns tantos parapsicólogos acham que os fenômenos paranormais não são resultado de uma intervenção espiritual, mas sim, produto da própria mente de quem produz o fenômeno. No caso da Transcomunicação, exaustivamente essa segunda hipótese fica descartada, por uma série de fatores que não arrolaremos para não nos estendermos. Mas sumarizamos dizendo que as Vozes que gravamos falam de coisas que ninguém sabia, dão nomes de pessoas, cidades de origem, etc., que o transcomunicador nunca ouviu falar. Filhos falecidos mencionam peculiaridades que só a família sabe, etc. Não há a menor possibilidade de ser produto da mente de alguém. Necessariamente, os contatos mostram que estamos em contato com seres que já partiram. Como são realizadas suas experiências de gravação? Qual é sua rotina de pesquisadora? Agora, com o Mestrado, tudo girará em função disso, e as gravações serão feitas para que os cientistas que participarão da tese possam ter mais e mais elementos de estudo. Fora disso, vou continuar dando uma aula por mês de como gravar para as pessoas interessadas. Nos workshops realizados por você, como as pessoas têm reagido ao contato com entes que se foram? Na mesma linha desta questão, a saudade e a necessidade de um contato não podem prejudicar uma análise racional? Em todos os cursos (workshops) que damos, todos obtêm resultados de seus falecidos e aprendem a gravar. Não há como comprometer a interpretação, porque, ou a resposta está lá ou não está. Nossas gravações há anos são bem claras... não deixam margem de dúvida ou permita dúbia interpretação. Se a gravação/resposta não for clara, será descartada. Quando se fala em vida após a morte, as pessoas fazem logo uma conexão com religião, que, no sentido clássico, vai na contramão da pesquisa científica. Como você lida com isto? Religião que se esconde atrás de dogmas e não respeita a lógica deve estar com os dias contados. A globalização e o avanço tecnológico despertaram a racionalidade, e a visão setorizada tende a mudar. Ou algo é "verdade" ou não merece crédito. E tudo que é "verdade" tem que ser passível de análise e investigação. Há de chegar o tempo em que o ser humano dispensará supostas leis divinas, sejam lá quais forem, que não passem pelo crivo da lógica racional. Considerando a hipótese sobrevivencialista, quais as diferenças deste contato em relação à psicografia, já que as gravações captam pequenas frases, às vezes com uma estrutura gramatical inversa, bem diferente dos livros mediúnicos, que são verdadeiros tratados, romances, com estruturas complexas... A diferença fica por conta de que tudo que não pode ser matematicamente investigado, fica excluído do interesse da Ciência. Até hoje, centenas de médiuns têm dado importante contribuição no sentido filosófi
co e social; porém, fica fora da possibilidade da comprovação da realidade disso. Já no caso da Transcomunicação, qualquer "alô!" vem com um peso incontestável diante dos olhos de um cientista. Por isso, penso que a Transcomunicação Instrumental é o veiculo mais poderoso para comprovar que se vive depois da morte, além, claro, de levar consolo a milhares de pessoas que sofrem com a perda de alguém querido. (Manoel Fernandes Neto)//.

segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

FARINHA POUCA, MEU PIRÃO PRIMEIRO!

Temer critica Lula por sugestão de lista tríplice do PMDB para vice de Dilma:
Peemedebista mais cotado para ocupar o posto de vice na provável chapa presidencial encabeçada por Dilma Rousseff em 2010, o presidente da Câmara dos Deputados, Michel Temer, criticou neste domingo (13) a sugestão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva de que o PMDB deveria fazer uma lista com três nomes aptos para acompanhar a petista. Lula fez a sugestão em entrevista a rádios do Maranhão na mesma semana em que Temer apareceu ligado a investigações da Polícia Federal e em que o presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, recém-filiado ao PMDB, teve seu nome exaltado por empresários que o querem na chapa presidencial da ministra-chefe da Casa Civil. Até o ministro das Minas e Energia, Edison Lobão, foi citado entre os nomes peemedebistas. "Não foi uma fala feliz. Nós jamais iríamos dizer o que o PT deve fazer ou não fazer. O PMDB é que tem que decidir", disse Temer a jornalistas depois de votar nas eleições internas que definiram o comando da sigla em São Paulo. "Não me manifestei porque todo mundo diz que eu posso ser candidato a vice (na chapa de Dilma). Eu jamais falei. O presidente Lula um dia me disse que eu deveria ser o vice. Eu respondi: 'Presidente, vamos fechar a aliança e verificar qual o nome que melhor soma para a candidata'. Muitos setores do governo, do PT e do PMDB dizem que o nome ideal é o meu. Vou examinar isso lá no futuro." Mais cedo, antes do anúncio da vitória de Orestes Quércia na disputa interna com o deputado Francisco Rossi, Temer disse a seus correligionários que apoiaria uma eventual candidatura do PMDB à Presidência da República. O governado do Paraná, Roberto Requião, se diz disposto a concorrer. Temer participará da Executiva do PMDB em São Paulo, depois de ser eleito na chapa de Quércia. Membros do partido cogitaram nas últimas semanas que ele se aliaria a Rossi - cuja candidatura foi estimulada por setores do PT -, uma vez que o ex-governador é aliado do presidenciável e governador de São Paulo, José Serra. Um interlocutor do presidente da Câmara disse ao UOL Notícias que o movimento serve tanto para deixar Quércia mais próximo e evitar ataques pesados a Dilma nas eleições de 2010 como para garantir nova eleição de Temer para o cargo que ocupa hoje na legislatura que começa em 2011 caso busque apenas a reeleição como parlamentar.//(Fonte:BOL)//.

MOMENTOBRASILCOM.COM(Comentário):
O poder fascina.Invariavelmente quem o 'prova' quer sempre mais. A briga pela vice-presidência é muito mais acirrada no momento. Todos os partidos aliados ao governo, querem uma lasquinha a mais. As preferências do Lula, começam a se mostrar nas entrelinhas: Henrique Meirelles em primeira instância, e Edison Lobão, o afilhado do Sarney. Com a vaidade aumentando dia a dia, Lula irá ao delírio se conseguir indicar candidata e vice.




LENTIDÃO PROPOSITAL

Projetos que endurecem penas para corrupção andam devagar na Câmara:
Na esteira do escândalo que abalou o Distrito Federal, o governo enviou ao Congresso Nacional um projeto de lei que torna hediondos os crimes de corrupção. No entanto, pelo menos 20 propostas para tornar esses crimes inafiançáveis, imprescritíveis e endurecer suas penas estão na Câmara dos Deputados tramitando a passos lentos. Uma delas, o PL 4641, de 2004, que, à semelhança do projeto do governo, considera a corrupção de "grandes proporções" crime hediondo, só agora recebeu parecer favorável na Comissão de Constituição e Justiça da Câmara (CCJ). Já o PL 5363 de 2005, que tipifica o crime de enriquecimento ilícito, está parado desde a aprovação na CCJ há dois anos."E sabe lá Deus quando esses projetos serão votados", disse o ministro da Controladoria Geral da União (CGU), Jorge Hage, em discurso sobre o combate à corrupção na Procuradoria Geral da República.A tentativa de mudar a lei para aumentar o rigor das punições não foi bem recebida por magistrados e advogados. Muito além da falta de leis, todos sustentam que a morosidade da Justiça contribui para que a corrupção tenha um caráter endêmico. O ministro da CGU também considera o "uso abusivo" de recursos fator decisivo para emperrar a tramitação dos processos judiciais contra criminosos do colarinho branco. "Recolher esses criminosos à prisão pode levar 20 anos."Integrante da CCJ, o deputado Flávio Dino (PC do B-MA) defende que o Congresso se dedique a aprovar propostas que tornem mais eficientes o Poder Judiciário. "Tudo acaba lá. Não adianta uma polícia e um Ministério Público eficientes se nenhum deles pode impor sanções. A ideia de endurecer as punições é adequada, mas sem a ilusão de que salvará a humanidade", afirmou. Pela proposta do governo, os crimes de corrupção ativa e passiva, peculato e concussão praticados por servidores públicos de todas as esferas da administração pública terão a pena mínima aumentada de dois para quatro anos. Se o crime for praticado por autoridade com poder de decisão e ocupantes de cargos elegíveis, a pena mínima sobe para oito anos e o acusado não terá direito ao pagamento de fiança.Para o presidente da Ordem dos Advogados do Brasil, Cezar Britto, a proposta de transformar atos de corrupção em crimes hediondos não passa de "balão de ensaio". "O grande estimulador da corrupção não é a inexistência da pena ou o seu tamanho, mas a ausência da punição", afirmou. O presidente da Associação dos Magistrados do Brasil, Mozart Valadares, reconhece que poucos processos envolvendo corrupção são concluídos. Segundo ele, uma "infinidade" de recursos impede a tramitação de um processo em tempo razoável. "A proposta de corrupção como crime hediondo pode até ser bem intencionada, mas não surtirá nenhum efeito. A sociedade quer saber se haverá punição. A lei atual é para não funcionar", criticou Valadares.//(Fonte:BOL)/.
MOMENTOBRASILCOM.COM(Comenta):
Explícito, e mais do que explícito escacarando cínicamente o total desinteresse das classe política a aprovação dos projetos. Vão 'empurrando com a barriga', ganham o tempo necessário para o chamado 'decurso de prazo' e vencem a batalha.Ludibriando assim, mais uma vez a nação.

domingo, 13 de dezembro de 2009

RELAX de FIM de SEMANA (Dominical)



ELE & ELAS!

MOMENTOBRASILCOM.COM(Informa):

Aos meninos, con su permisso: esta é só para as meninas.

sábado, 12 de dezembro de 2009

RELAXde FIM de SEMANA (Sábado)

Mais um atendendo a pedidos dos e-mails chegados a redação.

ROBERTO CARLOS, o romantico!
OBS: não nos responsabilizamos por possíveis lágimas.

sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

O SENADO, SERVE PARA QUÊ?

Obsoleto. Supérfluo. Perdulário. Corrupto:
Com que eficiência, honestidade e custo o Senado tem cumprido suas funções? Por que não as atribuir à Câmara?
PARA QUE serve o Senado?
As principais funções que a Constituição de 1988 lhe atribui incluem o julgamento de eventuais crimes de responsabilidade do presidente e do vice-presidente da República, bem como de ministros de Estado, juízes da alta magistratura e outras autoridades. Em mais de um século de República, o Senado julgou e condenou apenas um presidente, Fernando Collor de Mello. Embora Collor (hoje senador e aliado dos ex-adversários) tivesse renunciado na esperança de escapar à sentença, em 1992 o Senado lhe cassou os direitos políticos por oito anos. Outras atribuições do Senado abrangem as de aprovar nomeação de juízes do Supremo Tribunal Federal e outros magistrados e titulares de altos cargos, bem como determinar limites e condições de endividamento federal, estadual e municipal. Funções importantes, sim, mas 1) com que eficiência, honestidade e custo o Senado as tem cumprido? 2) Por que não as atribuir simplesmente à Câmara dos Deputados? Trabalha para o Senado um corpo de 10 mil funcionários, dois terços dois quais sem concurso, sob denúncias episódicas de favorecimento de apadrinhados, teúdas e manteúdas. Gastos com pessoal, e outros, excedem neste ano os R$ 2,4 bilhões, ou cerca de R$ 30 milhões por senador. São R$ 200 subtraídos a cada família cadastrada no Bolsa Família. Parlamentos unicamerais legislam em 14 dos 27 membros da União Europeia: Chipre, Dinamarca, Eslováquia, Eslovênia, Estônia, Finlândia, Grécia, Hungria, Letônia, Lituânia, Luxemburgo, Malta, Portugal e Suécia. São também unicamerais os Legislativos de dois países associados sem filiação formal, Liechtenstein e Noruega, assim como os de três outros oficialmente reconhecidos como candidatos a filiação: Croácia, Macedônia e Turquia. A direita argumenta que o regime unicameral não se presta a países grandes e complexos. De fato, a população dos Estados citados acima representa apenas 16% da total na UE. Já a população somada de apenas três Estados bicamerais -Alemanha, Irlanda e Itália- abrange 30%. Falsa correlação. Na Suíça, nação pouco populosa (sete milhões), o poder Legislativo compete a duas câmaras. Motivo: insatisfações e rivalidades seculares compelem os 26 cantões a complicadas acomodações institucionais (cinco pessoas, por exemplo, exercem o poder Executivo). Uma razão histórica para a instituição de Câmaras Altas, portanto, era favorecer a coexistência pacífica de comunidades e etnias antagônicas. Também se instituía Câmara Alta como concessão negociada de algum poder a aristocratas, clérigos, latifundiários e outros opositores da ascensão da soberania popular. Os sistemas bicamerais de Alemanha e Itália combinam em sua origem essas duas intenções. Nos Estados Unidos, a razão foi a Independência ter desprovido as ex-colônias do poder arbitral do rei. As menos populosas recearam, então, ser dominadas pelas que teriam mais representantes no Congresso. Para prevenir abusos das grandes bancadas da Casa dos Representantes, instituiu-se o Senado, onde os dois votos de cada Estado valeriam tanto quanto os dos demais. Pode ter havido na Constituição americana alguma influência do bicameralismo britânico, que, aliás, também influiu na Constituição outorgada por Pedro 1º em 1824. Questão intrigante é por que, para prevenir eventual "ditadura da maioria", os constituintes americanos não adotaram dispositivo constitucional mais simples, o de votar leis em dois escrutínios de Câmara única: um de cômputo majoritário simples (maioria de votos do Parlamento pleno) e outro de cômputo qualificado (maioria de votos correspondentes, cada um, a uma unidade da Federação). Câmara Alta é espécie em extinção. Seu poder declina na maioria dos países europeus bicamerais. Em referendo do último dia 22 de novembro, na Romênia, perto de 80% dos votantes optaram pela abolição do Senado; mais de 80% votaram também pela redução do número de legisladores, de 471 para 300. Três revisões constitucionais drásticas -em 1215, 1707 e 1832- reduziram a pouco mais que cerimonial o poder da Câmara dos Lordes da Inglaterra. Decréscimo comparável tem ocorrido na Áustria, Bélgica, Espanha, França, Holanda, Polônia e República Tcheca. Certo é não haver para nosso Senado nenhuma justificativa histórica como as citadas acima. Resistência à consolidação da democracia, aqui, não provém da nobreza, mas da pobreza -do poder civil.( ALDO PEREIRA , 77, é ex-editorialista e colaborador especial da Folha) .

MOMENTOBRASILCOM.COM(Comenta):
Acrescentamos uma pergunta:Desde quando o senado cumpre realmente suas funções? Porque mesmo no caso de Color, o andamento do 'Impeachment' foi à 'fórceps'. Pressionado e muito pela ida as ruas da 'Junventude Cara-Pintada'.

SERÁ COINCIDÊNCIA?

Corrupção como crime hediondo: jogo para a plateia:
O Blog pediu a opinião de três leitores sobre o projeto de lei assinado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva que torna hediondos os crimes de corrupção: o Diretor Executivo da Transparência Brasil, Claudio Weber Abramo, a Procuradora Regional da República Ana Lúcia Amaral e o criminalista e ex-presidente do Instituto dos Advogados de São Paulo Tales Castelo Branco. O texto do projeto tipifica como qualificados quatro crimes específicos contra a administração pública: peculato (apropriação de bens públicos), concussão (exigência de vantagens mesmo antes de assumir o cargo público ou depois que deixá-lo), corrupção ativa e passiva.
Eis o comentário de Claudio Weber Abramo:
Tornar hediondo o crime de corrupção para agentes públicos de alto escalão tem efeito mais psicológico do que concreto. Há três motivos para isso:
1. Mesmo nas hipóteses hoje presentes na legislação, quase nunca acontece a aplicação integral das restrições definidas (ausência de fiança e extensão dos prazos de prisão temporária), pois os condicionantes previstos para essa aplicação usualmente não se encontram presentes. Em outras palavras, os acusados de crimes hediondos saem com fiança e não têm estendidos os prazos de prisão temporária.
2. Um problema fundamental que afeta não apenas os processos que envolvem corrupção mas quaisquer processos criminais é a grande quantidade de oportunidades que o Código de Processo Penal oferece para o atravancamento do curso judicial. Quem tem dinheiro para pagar advogado caro interpõe recursos meramente procedimentais até o fim dos tempos, de tal forma que praticamente nunca acontece de os processos chegarem a termo.
3. Ainda que se vençam todos esses obstáculos procedimentais, provar corrupção é praticamente impossível no Brasil, porque a legislação exige que, para se provar corrupção, se comprove a intenção dos implciados em cometer os atos de que são acusados. Como intenção é peculiaridade subjetiva, portanto inverificável, na prática isso significa que, no caso dos réus que contem com dinheiro suficiente para pagar os advogados caros que sabem manobrar na selva procedimental, nunca se provará que tiveram intenção de fazer isso ou aquilo.
Eis o comentário de Ana Lúcia Amaral:
Está mais do que comprovado que, no Brasil, o problema não é falta de lei, mas a sua não aplicação, mormente pelos tribunais, os quais, via "interpretação" --por mais claro que seja o texto legal-- acabam desfigurando o objetivo da lei: estimular ou desestimular um comportamento. O que vale classificar o crime de corrupção de hediondo? O que vale determinar que se trata de crime inafiançável, ou aumentar o tempo de pena para se autorizar a progressão de regime se o Supremo Tribunal Federal já está, diuturnamente, desfazendo, por exemplo, a lei contra os crimes de tráfico de drogas?
O governo joga para a plateia, pois há um outro mensalão, o do DEM, e se acredita que todo mundo já esqueceu o mensalão do PT. Este é o país onde o errado dá certo, razão pela qual as leis são sistematicamente desrespeitadas, por deliberação do infratores, firmes na garantia de impunidade, ou pelas decisões dos tribunais que facilitam aquela.
Eis o comentário de Tales Castelo Branco:
O projeto de lei assinado pelo presidente Lula consubstancia uma daquelas providências tomadas para satisfazer a opinião popular; para demonstrar que ele, pessoalmente, abomina a corrupção. Não se trata de uma decisão técnica, do ponto de vista jurídico, mas, sim, de providência eminentemente política. Seria infantil aguardar que o presidente vetasse o projeto: seria como se ele dissessse: eu não considero a corrupção hedionda. Se isso tivesse ocorrido, iríamos duvidar da sanidade mental do nosso presidente. Ele não tem diploma de bacharel, mas não é burro. É formado na universidade da vida .//(Fonte:Frederico Vasconcelos/UOL).

MOMENTOBRASILCOM.COM(Comentário):
Mais uma vez materias e opiniões de Profissionais da Imprensa, assemelham-se às nossas. E esta em particular com a matéria que publicamos intitulada:@ oficialzação do 'Boi-de-piranha'e seu respectivo comentário.

INCONSEQUÊNCIAS PRESIDENCIAIS.

O Lulismo chavista apresenta o Chaveco :
Nosso Guia quer convocar a Constituinte, mas não diz que só se consegue isso com o país em estado de choque:
QUANDO LULA disse em Kiev que "os partidos políticos deveriam estar defendendo, neste momento, para depois das eleições de 2010, uma Constituinte específica para fazer uma legislação eleitoral para o Brasil", ele informou que no seu baralho há a carta do chavismo plebiscitário. Melhor dizendo, do chaveco. Lula atribui as malfeitorias do PT e do DEM a imperfeições das leis eleitorais. A solução estaria numa reforma política e acrescenta que já mandou dois projetos ao Congresso, mas eles não andaram. Há aí uma mistura de bobagens com fantasias. Bobagem é dizer que o governo mandou projetos de reforma política ao Congresso. É fantasia que se tenha empenhado no assunto. O que o PT quer é o financiamento público de campanha e o voto de lista para a escolha dos deputados. Ganha uma vigem à Ucrânia quem acha que o financiamento público impedirá o movimento dos maços de dinheiro do governador José Roberto Arruda e dos aloprados da campanha do senador Aloizio Mercadante. Ganha um fim de semana em Caracas quem acredita que o sistema político brasileiro melhorará se as direções partidárias do DEM, do PT e do PSDB passarem a determinar as chances de seus candidatos serem mandados à Câmara. Tudo isso é pouco diante da proposta da Constituinte. Lula diz bobagens absolutas ("minha mãe nasceu analfabeta"), mas deve-se prestar atenção nas batatadas que, parecendo bobagens, são espertezas, das boas. Nosso Guia sabe que só se pode convocar uma Constituinte com três quintos do Senado (49 votos) e da Câmara (308 deputados). Ele sabe que não tem esses votos e que não os conseguirá sem que a política brasileira entre num estado de choque. Como conseguir os três quintos? Emparedando o Congresso, botando nas ruas os companheiros das centrais sindicais e dos movimentos sociais (uma viagem a Cuba para quem souber o que é isso). É uma manobra difícil e perigosa, João Goulart que o diga. No estilo de Nosso Guia: o dado concreto é que, de mansinho, o presidente da República colocou a carta da Constituinte no baralho do debate político. Teme-se que o Lulismo deságue num Chavismo. Nessa batida, apareceu o Chaveco./
(Fonte:Elio Gáspari/Folha).
MOMENTOBRASILCOM.COM(Comentário):

"Chavecos" à parte, Lula não mede as consequências para a obtenção das metas e planos traçados para sua continuidade no poder, via Dilma. O que importaé o continuísmo mesmo indireto. Descobrui-se a 'mina-de-ouro' e seu filão principal e, a exemplo do cão faminto que não larga o osso, tudo fará a fim de conseguí-lo.

O RETRATO DE UMA REALIDADE!

Há simetria entre o comportamento da população e o dos políticos no Brasil :
Psicóloga social afirma que ideia de "sangue corrupto" está arraigada no imaginário social do povo brasileiro:
A corrupção na política é simétrica ao comportamento do brasileiro no seu cotidiano. O remédio não se restringe às reformas institucionais, há anos prometidas, e inclui uma mudança radical no imaginário social sobre a corrupção e o espaço público. É isso o que aponta a psicóloga social Sandra Jovchelovitch, 49, professora da LSE (London School of Economics), no Reino Unido, desde 1995, e autora de um estudo sobre as representações sociais e a esfera pública no Brasil.
Daniel Soares - 7.abr.08/RBS
Sandra Jovchelovitch, que pesquisa esfera pública e representação social no Brasil:
Após o conturbado período que culminou no impeachment de Fernando Collor de Mello, Jovchelovitch entrevistou parlamentares sobre o problema da corrupção no país. A maioria buscou causas fora de seu gabinete: culpou o povo, apontou para o "outro". Anos depois, muitos deles eram os protagonistas de novos escândalos de corrupção no país.
O resultado de sua pesquisa, publicado em "Representações Sociais e a Esfera Pública" (ed. Vozes), ela costuma dizer que parece nunca envelhecer. "Cada escândalo é a erupção de algo que está latente. Só irrompe porque é prática constante", avalia. "Invariavelmente, a cada dois ou três anos surge um novo caso de grande repercussão." E a história se repete. Leia, a seguir, trechos da entrevista concedida, por telefone, à Folha.
Folha:- Como explicar a recorrência de episódios de corrupção no Brasil, como o recente escândalo envolvendo o governador do Distrito Federal, José Roberto Arruda?
SANDRA JOVCHELOVITCH - A corrupção no Brasil é um problema sistêmico. Ela se alicerça em avatares muito profundos da nossa cultura, o que explica a recorrência dos escândalos e a nossa incapacidade histórica em lidar institucionalmente com eles. Isso está vinculado a uma autointerpretação do brasileiro de que nós somos um povo corrupto, de que a corrupção está na constituição do nosso corpo político e social. O marechal Floriano Peixoto expressou essa ideia muito bem quando convocou o Exército a invadir Canudos. Ele disse: "Como um liberal que sou, eu não posso desejar para o meu país o governo da espada. Mas esse é um governo que sabe como purificar o sangue do corpo social, que, como o nosso próprio, é corrupto!". Essa ideia do sangue corrupto, da natureza corrupta -que a antropologia chama de "mal de origem" e que a psicologia social investiga como representação no cotidiano- está arraigada no imaginário brasileiro.
Folha -
Então casos como a fraude no concurso do Instituto de Criminalística ou o esquema de corrupção de que é acusada a construtora Camargo Corrêa são todos produtos de um só "mal de origem"?
JOVCHELOVITCH - É o mesmo sentido de apropriação de um espaço ou de uma coisa comum para avançar interesses particulares. A gente encontra esse comportamento em praticamente todos os setores da vida nacional. Sei que isso não é muito politicamente correto de dizer, mas existe uma simetria no comportamento que nós encontramos no cotidiano da população com o comportamento que encontramos na política. Essa simetria se fundamenta na interpretação do espaço público como um espaço de ninguém, ou simplesmente do "outro" [conceito desenvolvido pelo crítico literário Edward Said no livro "Orientalismo"]. A própria política, como arena pública, se torna um espaço para o exercício do interesse privado. E, como a esfera pública é desvalorizada, o ato de corromper se torna muito mais fácil.
Folha- Arruda já havia se envolvido, em 2001, em outro escândalo: o da violação do painel eletrônico do Senado. Como explicar o retorno de figuras políticas à vida pública mesmo após escândalos?
JOVCHELOVITCH - Explica-se por uma mistura de impunidade e identificação, uma certa conivência com a corrupção. A punição no Brasil é limítrofe porque ela permite o retorno, como ocorreu com o Collor.
Folha -
Por que os acusados do esquema de corrupção do DF dão justificativas como "o dinheiro era para comprar panetones para os pobres"? A fala pública faliu?
JOVCHELOVITCH - Existe um divórcio entre a palavra e a ação. O discurso se autonomiza em relação aos atos. A cultura latina favorece essa autonomização. A palavra e o discurso pesam mais do que o ato. A palavra aceita tudo. A ação não. E é no ato que a pessoa se revela.
Folha - Como purificar esse "sangue corrupto"?
JOVCJHELOVITCH - Existe um consenso de que a corrupção, assim como qualquer ato criminoso, é sempre uma possibilidade. Não é possível erradicar a corrupção porque ela é um erro humano. O que podemos fazer é construir procedimentos na esfera pública desenhados para lidar com situações de risco. Só que essa tarefa se torna mais difícil nas esferas públicas marcadas por uma cultura em que o privado tem preponderância.
Para resolver o problema no país, vamos ter que mexer no imaginário da sociedade sobre o espaço público, mudar a nossa relação com esse espaço.
Folha -
Qual a origem da inversão na ideia de espaço público no Brasil?
JOVCHELOVITCH - Ela deriva de fatores psicossociais e de fatores políticos que funcionam como um círculo vicioso: um reforça o outro. No campo político, nossa tradição sempre separou de forma muito aguda o espaço das decisões e o da participação do cidadão.
O Estado brasileiro é historicamente autoritário, tanto pelo lado do populismo, quanto pelo do autoritarismo militar. São dificuldades institucionais misturadas aos tais fatores psicossociais: um passado colonial que viu na confluência de diferentes culturas uma ponte potencial para a corrupção. No Brasil, sempre houve um fascínio e uma repulsa simultâneos em relação a essa mistura de raças. Isso porque a nossa elite sempre teve um ideal de embranquecimento, que projetou sobre o povo brasileiro a ideia de mistura como sujeira e corrupção. O espaço público no Brasil, por consequência, é um espaço misturado, corrupto e sujo -um espaço do "outro".
Essa separação radical entre a elite e o "outro" miscigenado transforma o espaço do "outro" em espaço de ninguém, lugar que não merece investimento.
Folha -
Episódios recorrentes de corrupção têm gerado pouca reação na sociedade brasileira. Por quê?
JOVCHELOVITCH - No Brasil, em geral, há uma reafirmação de um fatalismo: "a política é assim", "esses caras não têm jeito", "quem pode faz mesmo".
Seria um pouco pesado dizer, mas existe uma disseminação de um certo comportamento corrupto na sociedade brasileira. É o sujeito que suborna o policial para não levar uma multa, que compra a carteira de motorista, que pede favor pessoal ao vereador, que sonega impostos. Existe uma simetria entre a rua e a política. A relação com a coisa pública não é só dos políticos, ela é nossa. Está tanto nos microespaços do cotidiano como nos macroespaços institucionais brasileiros.
Folha -
Onde entra a questão da confiança nessa simetria?
JOVCHELOVITCH - É muito mais fácil no Brasil você confiar num vizinho do que em qualquer instituição ou membro do poder público. Quando a confiança se estabelece entre o cidadão e o político, ela se dá por meio de relações clientelistas, não institucionais. Isso porque as relações pessoais funcionam. O político só se torna alguém de confiança quando ele me faz um favor pessoal, quando ele funciona como alguém da minha esfera pessoal. Quem me representa politicamente nas instâncias de poder, neste eu não confio.
Folha -
Em suas entrevistas com parlamentares, quais eram seus discursos sobre corrupção?
JOVCHELOVITCH - Na época do impeachment do Collor, eu me plantei no Congresso e falei com muitos parlamentares sobre suas explicações para a corrupção. Diziam que o problema era o povo brasileiro. Criaram metáforas como "todo povo tem o governo que merece".
Eles atribuíam o problema a um "outro" generalizado, distanciando-se pessoalmente do problema. Quando eu os questionei sobre os seus papeis individuais nesse cenário, eles se colocaram como vítimas da corrupção, e não parte do processo. Ironicamente, muitos dos entrevistados, anos depois, foram acusados de corrupção.
Folha -
Como esses escândalos afetam a imagem do Brasil?
JOVCHELOVITCH - Afetam muito. O Brasil está com uma imagem muito positiva no exterior, impulsionada, principalmente, pelo crescimento econômico. Mas cada escândalo representa um retrocesso. Isso impede a consolidação da imagem de um Brasil adulto. Porque fica a imagem do Brasil que precisa consolidar sua democracia, lidar com a desigualdade social e enfrentar a violência. [Já] Com a Copa e a Olimpíada, a questão da criminalidade preocupa muito mais do que a corrupção.
Folha-
É possível relacionar corrupção com a criminalidade da rua?
JOVCHELOVITCH - A corrupção é um crime. E o problema do crime, do desvio, na vida pública brasileira sempre foi muito relacionado com essa nossa dificuldade em consolidar uma vida pública democrática, que respondesse aos anseios e às necessidades da população. A criminalidade é uma patologia social que tem origem, de certa forma, nas desigualdades da nossa sociedade. A psicologia clássica descreve a relação do criminoso com o espaço público exatamente como eu estava descrevendo a relação do político que rouba com a esfera pública: ausência de investimento no coletivo, no social. A dinâmica do psicopata é de não sentir culpa, não se sentir responsável. E essa dinâmica é muito semelhante à da corrupção na esfera política.
Folha -
A corrupção sistêmica coloca em risco a democracia no país?
JOVCHELOVITCH - O risco histórico da democracia brasileira, o da ação militar, me parece distante. Mas esses eventos comprometem a consolidação da democracia. Numa democracia consolidada, o cidadão enxerga o espaço público como de ninguém, porque de todos. Numa democracia não consolidada, o espaço público é de ninguém sem ser de todos; portanto ele pode ser meu no que diz respeito aos meus interesses particulares. E isso é corrupção./(Fonte:Fernanda Mena/FOLHA).
MOMENTOBRASILCOM.COM(Comentário):
Pinçamos acima agumas perguntas da entrevista publicada na Folha, e que é um raio-x minuncioso do cotidiano brasileiro há tempos. Parabéns a repórter e entrevistada(foto), esta principalmente por expor de forma franca, honesta e objetiva sua opinião ,que assemelha-se com a maioria da sociedade brasileira onde estamos tambem inclusos.

quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

A OFICIALIZAÇÃO DO "BOI de PIRANHA"!.

Em meio às denúncias de corrupção no governo do Distrito Federal, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva decidiu nesta quarta-feira encaminhar ao Congresso projeto de lei que torna hediondos os crimes de corrupção no país quando cometidos por "altas autoridades" da administração pública federal, estadual e municipal. O objetivo do governo, segundo o ministro Jorge Hage (Controladoria Geral da União), é considerar como crimes hediondos a corrupção ativa, passiva, concussão e o peculato, com o aumento das penas para os aqueles que cometerem essas irregularidades. "O projeto de lei torna hediondo o crime de corrupção quando cometido a partir de um determinado nível de autoridades, que gozam de prerrogativas maiores, dispõem de poder decisório maior. Os crimes de corrupção e correlatos, como peculato e corrupção ativa e passiva, serão considerados crimes hediondos", disse Hage. Ao ser classificada como crime hediondo no projeto de lei, a corrupção passa a ser crime inafiançável quando cometida por autoridades do primeiro escalão. Se o crime for de responsabilidade de servidores públicos que não ocupam cargos de alto escalão, o projeto não prevê que o crime seja hediondo. A proposta, porém, estabelece penas maiores para todos aqueles que cometerem crimes de corrupção, aumentando o tempo de prisão temporária para quem desviar recursos da administração pública. "Os crimes serão incluídos nas hipóteses de prisão temporária, que deixará de ser submetida de cinco a dez dias, para ser submetida ao limite de 30 a 60 dias. É um ato da maior relevância que estamos tomando", afirmou. O projeto propõe que as penas mínimas para os crimes de corrupção subam de dois para quatro anos. A criação do projeto ocorre dias depois de vir à tona o chamado "mensalão do DEM", um suposto escândalo de corrupção no governo do Distrito Federal que teria a participação do governador José Roberto Arruda (DEM). Pelo suposto esquema, empresas conveniadas com o governo do DF repassariam propina a integrantes do Executivo local, que encaminhariam os recursos aos deputados distritais da Câmara Legislativa do DF. O governador nega envolvimento no escândalo ao afirmar que recebeu recursos durante a campanha eleitoral de 2006, para a compra de cestas de Natal e panetones à população de baixa renda. O projeto precisa ser aprovado pelo Congresso Nacional para entrar em vigor.
Comemoração:
Hage anunciou a decisão do governo de pedir que o Congresso tone hediondos os crimes de corrupção para as "altas autoridades públicas" no Dia Internacional de Combate à Corrupção. Assim como o ministro, Lula e autoridades do governo federal participam nesta manhã de cerimônia em comemoração à data. O ministro da CGU disse que o principal desafio do governo é reverter a "tradição da impunidade" no Brasil no que diz respeito a atos de corrupção nas administrações públicas. Hage afirmou que o governo federal tem como uma de suas prioridades investir na prevenção da corrupção, assim como ampliar a transparência na gestão pública.
"A corrupção envolve um corrupto e um corruptor. Por isso é preciso agir dos dois lados. Nesse sentido, passamos a aplicar a lei também contra as empresas corruptoras. Várias delas já foram declaradas inidôneas e, com isso, proibidas de contratar com a administração pública." Segundo o ministro, os atos de corrupção também atingem as empresas privadas, por isso devem ser combatidos "sem trégua" pelo governo federal. "O governo brasileiro não se encontra mais nem na acomodação da tolerância, nem na mera lamentação dos males causados pela corrupção", afirmou o ministro.//(Fonte:Gabriela Guerreiro/FOLHA).
MOMENTOBRASILCOM.COM(Comenta):
Mais um blá-blá-blá do Lula. Êste projeto, mais um fajuto, deixa logo de início a chamada 'válvula de escape'. Os poderosos transferirão para os funcionários públicos de escalões inferiores as responsabilidades e práticas de seus atos. E êstes por sua vez, aceitarão tornarem-se os 'bois-de-piranhas', a depender da situação, em troca dos empregos se os perderem, para outros familiares e, nos casos mais graves,o 'cambalacho' de altas somas em dinheiro.

terça-feira, 8 de dezembro de 2009

MUITA CARA DE PAU!

"FRASE DO DIA“
"Tem dia que você acorda, lê os jornais e a vontade é de se matar, porque o mundo está acabando. Se vocês então ficarem só nas manchetes, nem saiam de casa, porque tem um certo azedume, aquela coisa tão azeda que faz mal para o País".
(Fonte: Col.Noblat).
MOMENTOBRASILCOM.COM(Comenta):
O cinismo de políticos continua incomensurável. Acusar a imprensa de só noticiar fatos negativos, é tremenda 'ingenuidade'. Ora, o papel precípuo da imprensa é justamente divulgar tudo que acontece no país. Se os noticiários estão repletos de informações ruins ou negativas, deve-se em muitos aos maus homens públicos e suas péssimas ações. "Aquela coisa tão azeda que faz mal para o País", senhor Lula, é a corrupção insaciável integrante do seu governo.E o azedume é maior em virtude da sua conivência e que começa na própria família.