sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

INCONSEQUÊNCIAS PRESIDENCIAIS.

O Lulismo chavista apresenta o Chaveco :
Nosso Guia quer convocar a Constituinte, mas não diz que só se consegue isso com o país em estado de choque:
QUANDO LULA disse em Kiev que "os partidos políticos deveriam estar defendendo, neste momento, para depois das eleições de 2010, uma Constituinte específica para fazer uma legislação eleitoral para o Brasil", ele informou que no seu baralho há a carta do chavismo plebiscitário. Melhor dizendo, do chaveco. Lula atribui as malfeitorias do PT e do DEM a imperfeições das leis eleitorais. A solução estaria numa reforma política e acrescenta que já mandou dois projetos ao Congresso, mas eles não andaram. Há aí uma mistura de bobagens com fantasias. Bobagem é dizer que o governo mandou projetos de reforma política ao Congresso. É fantasia que se tenha empenhado no assunto. O que o PT quer é o financiamento público de campanha e o voto de lista para a escolha dos deputados. Ganha uma vigem à Ucrânia quem acha que o financiamento público impedirá o movimento dos maços de dinheiro do governador José Roberto Arruda e dos aloprados da campanha do senador Aloizio Mercadante. Ganha um fim de semana em Caracas quem acredita que o sistema político brasileiro melhorará se as direções partidárias do DEM, do PT e do PSDB passarem a determinar as chances de seus candidatos serem mandados à Câmara. Tudo isso é pouco diante da proposta da Constituinte. Lula diz bobagens absolutas ("minha mãe nasceu analfabeta"), mas deve-se prestar atenção nas batatadas que, parecendo bobagens, são espertezas, das boas. Nosso Guia sabe que só se pode convocar uma Constituinte com três quintos do Senado (49 votos) e da Câmara (308 deputados). Ele sabe que não tem esses votos e que não os conseguirá sem que a política brasileira entre num estado de choque. Como conseguir os três quintos? Emparedando o Congresso, botando nas ruas os companheiros das centrais sindicais e dos movimentos sociais (uma viagem a Cuba para quem souber o que é isso). É uma manobra difícil e perigosa, João Goulart que o diga. No estilo de Nosso Guia: o dado concreto é que, de mansinho, o presidente da República colocou a carta da Constituinte no baralho do debate político. Teme-se que o Lulismo deságue num Chavismo. Nessa batida, apareceu o Chaveco./
(Fonte:Elio Gáspari/Folha).
MOMENTOBRASILCOM.COM(Comentário):

"Chavecos" à parte, Lula não mede as consequências para a obtenção das metas e planos traçados para sua continuidade no poder, via Dilma. O que importaé o continuísmo mesmo indireto. Descobrui-se a 'mina-de-ouro' e seu filão principal e, a exemplo do cão faminto que não larga o osso, tudo fará a fim de conseguí-lo.

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