domingo, 23 de agosto de 2009

O PERIGO DO RETROCESSO.

A caneta e a bala .
- As sucessivas crises que a classe política atravessa, seja no Legislativo, no Executivo e até mesmo no Judiciário, colocam uma velha questão em debate: o poder, qualquer tipo de poder, é corrupto por natureza? Ou com outras palavras: o poder corrompe?
Já foi dito e reedito que sim, o poder corrompe e, em seu grau absoluto, corrompe absolutamente. Daí não se deve nem se pode concluir que o ocupante eventual do poder seja, em si, um corrupto. Pode até ser um anjo imaculado, mas o exercício do poder fatalmente o obrigará a transpor os limites da ética e a violentar muitas vezes a sua própria visão do mundo e de si mesmo. Foi mais ou menos o que Fernando Gabeira disse há pouco, com outras palavras, reconhecendo honestamente uma falta menor, atribuindo ao ocupante de um cargo público em qualquer esfera a sensação de que tudo lhe é permitido. Metaforicamente, o poder é uma caneta. Ela assina ou deixa de assinar tudo o que expressa o próprio poder. A alternativa, ainda no plano metafórico, é a bala. Juntas, caneta e bala formam a tirania. Ou seja, o poder em sua forma absoluta. Acho que ainda estamos na fase da caneta, embora já tenhamos passado pelo regime da bala. //.(Fonte:Carlos Heitor Cony).//.
MOMENTOBRASILCOM.COM(Comentário):
O perigo, é que a tirania atual extropa a todos os limites de sensatez e paciência. E para retomar-se a normalidade, sejamos obrigados a retroceder para o regime da bala.

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