quinta-feira, 4 de junho de 2009

CONTINUA A BRIGA DOS MARGINAIS.

POR CPI OPOSIÇÃO AMEAÇA OBSTRUÇÃO NA CAMARA!
Abespinhada com as manobras que transformam a CPI da Petrobras em pantomima, a oposição acena com uma nova ameaça. A “obstrução seletiva”, já realizada com sucesso no Senado, pode ser estendida à Câmara. Deve-se a proposta a Ronaldo Caiado (GO), líder da bandaca de deputados do DEM. “O tema Petrobras não pode ficar restrito ao Senado”, disse ele ao blog. “Podemos fazer, tranquilamente, obstrução também na Câmara. Os deputados não vão ficar alheios”. José Agripino Maia (RN), líder do DEM no Senado, comprou a idéia: “Câmara e Senado estão bem articulados nessa questão da CPI. No limite, faremos isso”.Também o PSDB é simpático à tese. Que ganha corpo à medida que a CPI vai se convertendo em novela antes mesmo de ser instalada. As sucessivas protelações são atribuídas a desavanças que envenenam as relações entre PT e PMDB, cujos líderes –Aloizio Mercadante e Renan Calheiros— estão às turras. É Renan quem estica a corda. Primeiro, se opôs à acomodação de Mercadante na presidência da CPI. Ganhou. O líder petista ficou de fora da comissão. Depois, Renan torceu o nariz para a idéia de Mercadante, absorvida pelo Planalto, de nomear Romero Jucá (PMDB-RR) para o posto de relator da CPI. Na noite de terça (2), o ministro José Múcio, operador político de Lula, apelara a Renan para que suspendesse o veto a Jucá. Renan ficara de dar resposta nesta quarta (3). Não deu. Pior: agora ele diz que já nem sabe se o PMDB ficará com a presidência ou com a relatoria da CPI. Há mais. Renan levou à mesa uma alternativa nova ao nome de Jucá: Valdir Raupp (PMDB-RO). Antes, ameaçava ir de Paulo Duque (PMDN-RJ) ou de Leomar Quintanilha (PMDB-TO). Mantido o impasse, Romero Jucá, que responde pela liderança do governo no Senado, apressou-se em costurar o acordo que levou ao terceiro adiamento do início da CPI. Jucá foi a Paulo Duque. Disse que ele não teria quorum para instalar a CPI às 11h desta quinta (4), como prometera. Soldado de Renan, Duque não se deu por achado. Com 82 anos, ele é o senador mais velho da CPI. É nessa condição que irá comandar a sessão inaugural. Informou a Jucá que estaria a postos 10 minutos antes do horário marcado. Havendo seis senadores presentes, instalaria a CPI. Dona de apenas três dos 11 assentos da CPI, a oposição tratou de cabalar a presença de mais dois senadores. O governista Fernando Collor (PTB-AL) assegurou ao líder tucano Arthur Virgílio (PSDB-AM) que compareceria. O também governista Jefferson Praia (PDT-AM) não chegou a dar certeza. Mas admitiu a hipótese de também comparecer. Somando-se os três oposicionistas a Duque, Collor e Praia estaria assegurado o quorum mínimo de seis senadores necessários à instalação da CPI. Sentindo o cheiro de queimado, Jucá foi a Arthur Virgílio e a Agripino Maia. Propôs que a investigação comece não nesta quinta, mas na próxima quarta. Como a presença de Jefferson Praia não era senão uma possibilidade, a oposição achou melhor aquiescer. A Virgílio e Agripino agrada a imagem de Renan se engalfinhando com Mercadante. Ao governo agrada a idéia de cozinhar a CPI em banho-maria. A próxima semana será entrecortada pelo feriado de Corpus Christi. Depois, um pedaço do Senado estará ocupado com os festejos de São João.Na sequência, o calendário se aproximará do recesso de julho. E a CPI tende a se esvaziar. Devagarinho, a pseudoinvestigação vai sendo empurrada para o segundo semestre. Daí a idéia da dupla obstrução oposicionista.No Senado, a tática rendeu ao PSDB e ao DEM, na semana passada, a derrubada da medida provisória que provia recursos ao Fundo Soberano.Na Câmara, a maioria do governo é acachapante. Mas o regimento oferece à oposição ferramentas que podem transformar o plenário num inferno. Ali, submetida a uma boa obstrução, a votação de um projeto pode levar mais de 15 horas. “A contaminação da Câmara virá por gravidade”, diz o líder ‘demo’ Ronaldo Caiado. “Vamos endurecer a pauta...”...Não podemos admitir que a CPI seja impedida de chegar a conclusões óbvias sobre as irregularidades que todos sabemos que existem na Petrobras”.(Escrito por Josias de Souza /UOL)/.

Comentário/MOMENTOBRASILCOM.COM:

Nossos parabéns ao Josias que sintetisa na matéria o lamaçal que se transformou o Congresso Nacional. O cheiro de podridão é sentido em todos os lugares. Respira-se 'ar' impuro em percentuais de 100%. Nem usando-se as máscaras contra a gripe 'suina' estamos à salvo. A continuar,vestiremos todos 'escafandros'(roupas de mergulhadores) e com bons cilindros de oxigênio. Nem o Collor(quem diria) está suportando.

Um comentário:

TRIBUNA-BRASIL.COM (O Indignado) disse...

Podridão pua. Merda, cocô e bosta juntos fede menos.(O indignado)