sábado, 4 de abril de 2009

REFORMA PORNOGRÁFICA (Parte Final)

(Continuação) ...Esse Acordo é de 1990 e, somente agora, o governo brasileiro resolveu, açodadamente, pô-lo em prática. Por que o fez? Como sabem os que vêm acompanhando, com um mínimo de atenção, o movimento criado por Luiz Inácio da Silva no Foro de São Paulo, para a implantação de ditaduras de esquerda nos países latino-americanos, o nosso presidente não têm qualquer compromisso com o Brasil nem com o povo que o elegeu. Todas as suas atenções estão voltadas para o objetivo maior da ideologia internacionalista que o condiciona: o estabelecimento de uma grande pátria socialista na Região.Para tanto, é preciso impedir qualquer possibilidade de reação por parte do Brasil, que, como se mostra evidente, é o país que se tem revelado menos propício a sucumbir, sem luta, às investidas totalitaristas de grupelhos subversivos. Isso implica destruir tudo o que, tradicionalmente, nos une. Explicam-se, assim, os ataques irracionais e violentos às Forças Armadas; a desmoralização das Instituições; o fomento da discórdia; a reinvenção do racismo. E, também, a instituição da insegurança física e jurídica; a negação dos verdadeiros heróis da Pátria e a exaltação dos criminosos; a criação de enclaves indígenas e quilombolas, tão desproporcionalmente extensos e númerosos, a ponto de fracionar todo o território nacional; além de tantas outras ações deletérias dos agentes governamentais.Mas faltava ainda solapar um dos pilares da existência do Brasil como nação única: a nossa unidade lingüística, até então intocada. Muitas ações já começaram a ser adotadas para modificar essa realidade. Estão aí vários programas de televisão transmitidos em espanhol por estações Oficiais. Tais programas são desnecessários, porquanto somente abordam temas de interesse exclusivo das ditaduras de esquerda que se instalaram nos países vizinhos, contudo, abrem mais uma fenda na unidade do nosso idioma. Também é de se notar o grande esforço do governo para ressuscitar línguas já mortas, antigamente faladas por grupos étnicos, há muito, aculturados.O Acordo Ortográfico, violentamente imposto sem que, pelo menos, fosse discutido por aqueles que, verdadeiramente, escrevem em português, é mais uma ação nesse diapasão.As línguas não são imutáveis, mas o que lhes determina a evolução é o uso que delas fazem os grandes escritores. Seguramente, não é por decreto que as alterações devem ser impostas. Estes servem, somente, para oficializar aquilo que já foi consagrado pelo uso.O nosso idioma é assunto muito sério para ser tratado apenas por uma meia dúzia de acadêmicos desavisados e burocratas governamentais mal-intencionados.Para que serve, então, esse Acordo? Apenas para os propósitos dos que o impuseram e para o benefício dos que vão lucrar com ele, “fabricando” dicionários ou promovendo as adaptações decorrentes, pagas, naturalmente, com o já tão mal utilizado dinheiro público.Além dessas, não vemos qualquer outra utilidade. Vivemos em uma época em que os processadores de texto e os corretores ortográficos que os acompanham tornam-se, a cada dia, mais eficientes. Se os que engendraram essa “Reforma” escrevessem os seus próprios trabalhos, saberiam que é possível escolher a versão da língua, conforme o país para o qual se escreve. Existem opções para português brasileiro e português de Portugal ou europeu; inglês dos Estados Unidos, da Inglaterra, da Austrália; espanhol da Colômbia, do Peru, do México. Enfim uma escolha para cada necessidade.Se as correções gramaticais são muito falhas, as ortográficas são um pouco mais aceitáveis para os menos exigentes. Seria mais racional esperar que algum ignorante escreva melhor, se acatar, sem qualquer análise, todas as sugestões do corretor ortográfico, do que por se ter tornado mais fácil escrever depois do Acordo Ortográfico.Mas o atentado ao idioma não ficará nisso. Agressões cada vez maiores virão. Esse foi o avanço possível na direção da “novilíngua” de George Orwell, em 1984.Lamentamos que algumas pessoas e também certos jornais e revistas tenham aderido tão rapidamente à nova ortografia. Nós reagiremos e não a usaremos, enquanto nos for possível, pelo menos até o último dia do prazo. Depois decidiremos o que fazer. = Quem sabe, até lá, apareça um salvador da Pátria que revogue essa insanidade, pelo bem ou pelo mal.(*) - O autor é Coronel-Aviador reformado

Nenhum comentário: